Adeus New York – Um passeio por 50 fotos postadas no Instagram

Quem acompanha nosso Instagram deve ter observado um certo flooding de fotos de Nova York entre quinta e sábado passado.. Pois é… Aproveitando que o Mau tinha que trabalhar em Nova York na Quinta e Sexta, resolvemos ir juntos e esticar a viagem até sábado final da tarde de forma com que conseguíssemos dos despedir temporariamente da Big Apple e de alguns queridos amigos.

new-york

Como nem todo mundo que acompanha o Blog tem Instagram, e como o tempo tem sido uma comodity rara nestes dias de preparativos para nossa mudança, compartilho 50 fotos tiradas com o iPhone pelas ruas de Nova York.. Espero que nas próximas semanas as coisas comecem a acalmar e poder a voltar com a programação normal. 😀

Posts Relacionados:

 Jardim Botânico de Nova York: Uma das mais completas coleções botânicas das Américas

 Passeio de Barco ao Redor de Manhattan Nova York

 Monet e Bauhaus no MoMa

Índice com todos os Posts do MauOscar

Clique na Logo =>

Siga o MauOscar.com também no:

  

Longwood Gardens em 360 graus

O Longwood Gardens é sem dúvida um dos nossos locais favoritos aqui na região do Brandywine Valley. Com outros inúmeros posts já postados por aqui no Blog, este é sem dúvida um dos destinos com maior número de posts exclusivos para ele já postados aqui no MauOscar Blog de Viagens.

Com estes posts, tentei e consegui convencer muita gente a conhecer esse pequeno pedacinho de paraíso encrustrado entre a Pennsylvania e Delaware. E quem já conheceu este lugar, aparentemente não se arrependeu. Tanto que estes dias estava fazendo as contas. Nestes quase 3 anos morando em Delaware, levei pessoalmente pelo menos umas 45-50 pessoas, entre blogueiros, amigos e visitantes que decidiram conhecer a região por conta especialmente do Blog.

Com este post, vou tentar levar quem ainda não teve a chance de visitar o Longwood Gardens ainda para um passeio rápido por algumas imagens em 360 graus de fiz de lá estes dias utilizando um excelente aplicativo do iphone chamado 360.  As imagens não ficam digamos absolutamente perfeitas, mas quebram muito bem o galho..

Clique nas imagens e curta o passeio

Enjoy 😀

Panorâmica 360 graus da Área Externa do Conservatório com as Vitórias Régias, Ninféias e Flor de Lotús
Panorâmica 360 graus do Interior do conservatório do Longwood Gardens
Panorâmica 360 graus do orquidário do Longwood Gardens em 360 graus
Panorâmica 360 no French Formal Garden
Panorâmica 360 graus na horta do Longwood Gardens
Panorâmica 360 nos Jardins de Verão do Longwood Gardens
Panorâmica 360 graus diurna na instalação artística de Bruce Munro no Longwood Gardens
Panorâmica 360 no Longwood Meawdow

Curtiu o passeio?

Posts Relacionados:

 Bruce Munro no Longwood Gardens: Jardins do filme Avatar

 Lilytopia: Um mar de lírios floridos no Longwood Gardens 

Post sobre Jardins de Monet Exposição Jardins de Monet no Jardim Botânico de Nova York

Índice com todos os Posts do MauOscar

Clique na Logo =>

Siga o MauOscar.com também no:

  

Próximo Destino: Aotearoa

Como em outras oportunidades, estamos prestes a encerrar um ciclo e quase prontos para iniciarmos um novinho em folha. Em outras palavras, chegou a hora de levantarmos acampamento e seguirmos de mala e cuia para uma nova aventura num outro canto pelo mundo. Sim, estamos trocando nossa querida Delaware por um continente digamos “inédito” para o MauOscar Blog de Viagens.

© Getty Images

Estamos mudando para Aotearoa (terra da longa nuvem branca na língua de seus primeiros habitantes) e que conhecemos hoje como Nova Zelândia. Considerada a Meca dos aventureiros de plantão, a Nova Zelândia é um país relativamente pequeno (área um pouco maior que o estado de São Paulo quase tamanho da Inglaterra), que detêm algumas das mais belas e completas paisagens do mundo. Lá encontramos praias, florestas, vulcões, geleiras, montanhas, lagos, geysers entre outras coisinhas que vão certamente render alguns posts e quem sabe fotos incríveis.. 😀 Não preciso nem falar a nossa alegria (especialmente a minha) ao descobrir a notícia, preciso?!

Iremos morar em Auckland, a maior cidade do país, cuja região metropolitana tem aproximadamente 1,4 milhões de habitantes (um pouco menor que Curitiba) e representa cerca de 1/3 de toda a população do país. Uma cidade aparentemente muito bonita, moderna e culturalmente diversa.  Localizada na porção setentrional da ilha norte, Auckland é banhada pelos águas do pacífico sul e conta com a maior população de polinésios do mundo (Maoris) e recebe ainda o apelido de cidade das velas, graças a elevadissima relação de embarcações por habitantes.

Auckland a maior cidade da Nova Zelândia e nossa próxima residência ©britishfreedom.org

Enfim, recebemos a confirmação oficial de nossa transferência para a Nova Zelândia na primeira segunda feira de Agosto (06/08/12). Depois de algum trabalho para levantar todos os documentos solicitados para aplicação do visto de trabalho conseguimos enviar tudo juntamente com as 2 Money Orders (225 USD cada) para a Embaixada da Nova Zelândia em Washington DC na quinta-feira (09/08/2012).

Um brinde ao nosso próximo destino

Chegamos a estranhar o fato de não precisarmos comparecer pessoalmente para a entrevista do visto. Muito menos, ter que preencher aqueles intermináveis formulários on-line. Moral da história, o processo foi bastante simples e o resultado foram cerca de 80 páginas entre fotos, formulários, documentos e traduções juramentadas.

Para celebrar a mudança

Inicialmente segundo o site da embaixada da Nova Zelândia em Washington DC, o processo de concessão dos nossos vistos de trabalho levaria de 2 a 3 semanas. Ontem (14/08/2012), para minha surpresa, chega o furgão da UPS com o courrier pré pago enviado juntamente com o processo para a embaixada com os nossos passaportes e os vistos prontinhos em apenas 4 dias uteis. Coisa mais linda!! Na hora, cheguei a pensar que eles estavam devolvendo a application por um motivo, ou solicitando alguma outra coisa de tão rápido que foi.

Visto de trabalho para a Nova Zelândia

Só digo uma coisa, só pela facilidade do processo do visto de transferência para lá aliada as belíssimas imagens e vídeos dos lugares que ando pesquiseando para visitar, a Nova Zelândia já nos conquistou.

Mapa da Nova Zelândia © Getty Images

Pelos planos iniciais, deveremos ficar por lá por um período de até 12 meses. Mas quando mudamos de Cingapura para Delaware, os planos eram ficar por aqui por um período de até 18 meses. Acabamos gostando e gostaram tanto da gente, que quando vimos estamos prestes a completar 35 meses na terra do tio Sam.

Morar nos EUA, foi e tem sido ainda uma experiência fantástica. Jamais pensei que um dia iria dizer isso, mas já estou com saudades… Nestes quase 3 anos por aqui, conhecemos muitas atrações. Muitas das quais não mencionados até hoje aqui no Blog.

E apesar de algumas esquisitices, os americanos e suas virtudes me fizeram mudar de opinião e derrubaram muitos dos preconceitos que tinha em relação a este país. Eles como poucos no mundo, souberam construir um país tão diverso e interessante, que uma viagem por seus 50 estados, não deveriam contar apenas como mais um país ticado da listinha de viajante, e sim como 50.

No nosso caso, infelizmente só tivemos tempo de “ticar” 27 deles. Ainda teríamos muitas coisas para conhecer, visitar e revisitar neste surpreendente país. Mas reza a lenda que sempre temos que deixar um motivo para voltar não é verdade?  É uma pena que muita gente ainda pensa nos EUA como um grande shopping center. Sim compras nos EUA, são tudo de bom (vamos morrer de saudades, especialmente em Delaware sem imposto). No entanto as atrações dos EUA vão muito além das compras, Orlando, Miami, Nova York e Califórnia. #ficaadica

Estados Visitados nos EUA
Estados Visitados nos EUA

A questão é que com a nossa mudança marcada para algumas semanas, vejo que nos próximos pelo menos 2 meses, as postagens por aqui ficarão bem mais esparsadas. O que não faltam nesta fase de encerramento de ciclo, são pepinos e abacaxis para resolver. Pense comigo: Se mudar de casa na mesma cidade já é complicado, agora imagine mudar de continente em cerca de 1 mês. Os comentários continuarei respondendo a todos na medida do possível. E agora, se vocês me derem licença vou também aproveitar ao máximo meus últimos dias por aqui..

Girassóis no Brandywine Valley

Para continuar nos acompanhando nesta fase de transição entre EUA e Nova Zelândia, minha sugestão é seguir nossos perfis nas redes sociais. Especialmente no Instagram @MauOscar (Oscar) @MauOscar2 (Mau).

 

  


Veja também:


[youtube=http://youtu.be/j6qmdqvItkM]

[youtube=http://youtu.be/gvMpqCF6fMY]

[youtube=http://youtu.be/TAwYXGY0N-s]

Posts Relacionados:

Conhecendo Delaware – Nosso próximo destino

 Mudança + Visita = Pouco tempo para Blogar

  Guia para o Yellowstone National Park

 

Índice com todos os Posts do MauOscar

Clique na Logo =>

Siga o MauOscar.com também no:

  

Guia para o Olympic National Park

O Olympic National Park é um dos 10 parques nacionais mais visitados dos EUA. Recebendo anualmente cerca de 3 milhões de visitantes, este surpreendente parque nacional americano combina num só lugar montanhas com picos cobertos de neve, densas florestas de pinheiros e um litoral rochoso magnífico.

Entrada do Olympic National Park

Ocupando uma área de aproximadamente 374 mil hectares, o Olympic National Park está localizado na Olympic Peninsula na porção noroeste do estado de Washington a poucas horas de carro de Seattle. E nele encontramos 3 paisagens/ecossistemas completamente distintos, que proporcionam aos visitantes experiências completamente diferentes e que ao mesmo tempo se complementam.

Litoral do Olympic National Park em Washington

No passado, antes da chegada dos primeiros exploradores europeus, toda esta região era dominada por diversas tribos indígenas que viviam em relativa harmonia com o ambiente. Os espanhóis foram os primeiros exploradores a aparecer na região em 1775, ocupando uma pequena porção da costa da Olympic Peninsula na altura da desembocadura do Quinault River. Porém, pelo visto não gostaram do clima da região e os constantes ataques indígenas os fizeram abandorar a área 5 meses depois.

Presença indígena no Peninsula Olimpica de Washington

13 anos mais tarde, em 1788, vieram os ingleses representados pela figura do capitão Inglês, John Meares. Ele navegou pela costa da região e ficou tão impressionado com as montanhas deste trecho do litoral noroeste dos EUA que em analogia a morada dos deuses gregos batizou o local de Monte Olimpo (Olympic Mount).

Montanhas no Olympic National Park

Apesar de não existir registros escritos deste batizado, o nome seria oficializado quatro anos mais tarde pelo capitão George Vancouver. O qual inseriu o nome da cadeia de montanhas (Olympic Mountains) em seus mapas que posteriormente seriam enviados para Londres e batizando assim, de forma definitiva, o Olympic Range ou Montanhas do Olímpo.

Olympic Range no Olympic National Park

Mas foi apenas na segunda metade do século XIX que os primeiros exploradores europeus passaram a se fixar na região. Atraídos pelos abundantes recursos naturais da região, estes exploradores instalaram-se em diversos locais ao longo da costa. Geralmente próximo a foz dos rios. Tanto que Port Townsend é reconhecida como o primeiro assentamento americano permanente na Olympic Peninsula e data de 1851. Port Angeles, hoje a maior cidade da península, seria criada com o mesmo intuito 11 anos mais tarde em 1862.

Um dos diversos rios que nascem no Olympic National Park e desaguam no pacífico

A exploração dos recursos naturais da região correu solta anos a fio. Até que no início do século XX, preocupados com a depredação do patrimônio ambiental da região, criou-se o Mount Olympus National Monument em 1909. Inicialmente concebido para proteger apenas as florestas de pinheiros e geleiras do Mount Olympic, a região receberia um “upgrade” de status conservacionista alguns anos depois. E em 1938 finalmente se tornaria um parque nacional no sentido pleno da palavra. Protegendo tanto as montanhas quanto as florestas e o litoral da Olympic Peninsula.

Cervo no Olympic National Park

Atualmente ocupando quase 3/5 de toda a Olympic Peninsula, o Olympic National Park é um enorme maciço de florestas e montanhas que se elevam em seus pontos mais altos em mais de 1500 metros de altitude desde o nível do mar. E em função desta variação de altitude e da latitude de onde o parque se encontra, encontramos no local uma surpreendende diversidade de paisagens e ecossistemas.

Flores no Olympic National Park

Mas o que torna este parque um lugar tão especial na minha opinião, não são apenas as montanhas e florestas. Mas predominantemente o fato de o parque estar localizado numa península banhada pelas águas geladas do pacífico numa formação geológica interessantíssima.

Olympic Peninsula em Washington State jpg

Formada durante a era glacial, a península do Olympic National Park é conhecida por sua razoável diversidade biológica. Afinal de contas encontramos por alí, pelo menos 8 espécies de plantas e 15 espécies de animais que não são encontradas em nenhum outro ponto de nosso planeta a não ser alí. Um número de espécies endêmicas bastante expressivo para uma região acima do trópico de câncer.

Lake Crescente no Olympic National Park

Pensando na preservação deste patrimônio, em 1981, o parque foi tombado como patrimônio mundial da humanidade pela Unesco. E desde 1988, 95% de toda a área do parque é considerada área selvagem de uso controlado. Com este status uma série de medidas foram adotadas pelo NPS (National Park Service) para minimizar o impacto das atividades humanas no interior e até mesmo no entorno do parque. Entre elas a proibição total na construção de novas estradas e uso restrito de embarcações motorizadas nos lagos, rios e baías do parque.

Hurricane Ridge Road, uma das poucas estradas do Olympic National Park

No entanto, apesar destas limitações, o parque pode ser praticamente totalmente visitado apesar de sua relativa difícil acessibilidade. Mas apesar disso, e independentemente da estação que se visita o parque, sempre existe uma série de atividades e opções disponíveis para explorar a beleza deste interessante ecossistema. Seja num simples passeio de carro ao longo da US Highway 101, uma trilha pelo interior do parque, um piquenique ao ar livre ou mesmo esqui cross country em Hurricane Ridge ou uma simples caminhada por algumas das inúmeras praias de seu incrível litoral.

Highway 101 no Olympic Peninsula

Para entender um pouco os diferentes ecossistemas e paisagens do Olympic National Park

Montanhas

Localizadas na porção central do Olympic National Park, está é uma das regiões de mais difícil acesso de todo o parque. Para visitantes normais (que não se aventuram a fazer trilhas por dias a fio) existe uma salvação. É possível subir até ao alto de uma delas no conforto de seu carro através da Hurricane Ridge Road.

Visual na subida para o Hurricane Ridge no Olympic National Park

A estrada é sinuosa, mas leva o visitante da altura de Port Angeles (US Highway 101) até o Hurricane Ridge Visitor Center a mais de 1500m de altitude. O visual pelo caminho já incrível. Mas lá em cima é arrebatador. E mesmo em Maio, ainda havia muita neve pelo caminho antes de chegar ao pico. Lá de cima é possível observar-se algumas geleiras, dentre elas o Glacier Hoh, com cerca de cinco quilômetros de extensão, está é uma das maiores geleiras dos EUA continental.

Picos Nevados no Olympic National Park

O cume mais alto visto de Hurricane Ridge é o Monte Deception, que se erge a 7,788 pés (2.374 m) de altitude.

Visao Panoramica do Huricane Ridge no Olympic National Park

Florestas temperadas úmidas

Toda a porção oeste do parque está coberta por uma exuberante floresta temperada úmida. Assim como acontece com as sequóias (Redwoods) na costa da Califórnia e Oregon, é a umidade trazida pelo Oceano Pacifico que propicia o desenvolvimento desta peculiar tipologia vegetal que pode ser vista em diversos pontos ao longo da Highway 101 no caminho para o litoral. E pode ser visitada “a fundo” no Hoh Rain Forest Visitor Center.

Hoh Rain Forest Visitor Center no Olympic National Park

A tipologia florestal encontrada nesta região é particularmente dominada por coníferas como o Sitka-Spruce e o Abeto Douglas. Porém também é possível encontrar outros indivíduos como as seqúoias costeiras (Redwoods). Espécies folhosas são praticamente inexistentes e quando presentes ocupam apenas o sub bosque da floresta.

Floresta da costa Noroeste dos EUA

Toda esta floresta tem como característica e necessidade de sobrevivência um elevadíssimo grau de umidade que é visível até para quem não é Engenheiro Florestal. Basta observar a alta incidência musgos nas cascas das árvores.

Floresta coberta de musgos na costa noroeste dos EUA

Tanto que nesta porção ocidental do Olympic National Park a precipitação acumulada é de cerca de 150 polegadas (3800 mm) ao ano. O que faz desta área um dos locais mais chuvosos e úmidos de todo os Estados Unidos Continental (perdendo provavelmente apenas a ilha de Kauai, no estado do Havaí ).

“Rain Forest” Temperada na costa pacífica dos EUA

Já na porção leste do parque, o clima é notavelmente mais seco. Em ocorrência das chuvas orográficas ocasionadas pelas montanhas do Olympic Range a diferença no volume de precipitação chega a casa dos 2000 mm anuais. E isso é notório na vegetação. As árvores, em média, são bem menores, e o sub bosque da floresta é bem menos denso. Isso sem falar que não há ocorrência natural de Sitka Spruce e quase não existe musgo nas árvores.

Árvores cobertas por musgos no Olympic National Park

Litoral

A porção costeira do parque não é fisicamente conectada com a parte central do parque onde se encontram as montanhas e as florestas. Esta porção do parque que responde por menos de 15% de sua área total, é caracterizada por um litoral rochoso com grandes monólitos de pedras e costões que avançam mar adentro geralmente com floresta de pinheiros chegando até a zona de influência marinha. Suas praias são de areia grossa e escura e algumas delas com muitas pedras roladas.

Praias de pedras roladas no Olympic National Park

Uma das coisas que chamam bastante atenção nesta área é a quantidade de árvores mortas inteiras depositadas pelo mar nas praias. Uma característica que dá um charme especial ao local e faz você se sentir num lugar muito mais selvagem. Estas árvores são trazidas geralmente inteiras pelos rios que desaguam na região durante as tempestades.

Troncos de árvores em Ruby Beach no Olympic National Park

Com aproximadamente 117 km de litoral protegido pelos limites do Olympic National Park, esta costuma ser a região mais visitada e explorada do parque. Porém dias de tempo bom são raros. Afinal de contas as montanhas do Olympic Range “seguram” a umidade do oceano. O que acaba formando as chuvas essenciais para o desenvolvimento da floresta temperada úmida de coníferas.

Litoral no Olympic National Park

Nesta região visitamos La Push e Rialto Beach na foz do Bogachiel River. Toda esta região, juntamente com Forks foi utilizada como cenário para o filme da série Twilight. Por isso, o que não faltam por alí são referencias ao filme. Vampiros e lobisomens certamente devem der dado um boost considerável no turismo local.

Rialto Beach Olympic National Park

Além de La Push e Rialto Beach, entre Ruby Beach e Queets o visitante pode facilmente chegar ao litoral. Neste trecho de cerca de 17 km a US Hihgway 101 corre praticamente paralela à costa e existem diversos pontos de paradas que com uma caminhada de 5-10 minutos levam o visitante até o pacífico.

Ruby Beach Olympic National Park

Apesar de ter sido apenas uma viagem de bate e volta à partir de Seattle, aproveito para reunir algumas dicas úteis para quem quiser visitar o Olympic National Park. (Preferencialmente em pelo menos 2 dias para explorar melhor as atrações).

Foz do rio Bogachiel entre Rialto e La Plush no Olympic National Park

1. Como chegar ao Olympic National Park?

Existem diferentes maneiras de chegar ao Olympic National Park, a mais comum delas é de carro e o caminho a ser adotado vai depender de seu ponto inicial de partida. Nós saímos de Seattle de Ferry até Brementown e eu particularmente recomendo fazer o trajeto (Olympic Loop) no sentido anti-horário através da Highway 101:

Deixando Seattle em direção ao Olympic National Park via Bremertown

Eis aqui algumas opções de como chegar ao Olympic National Park:

  • De South Seattle ou Tacoma – Seguindo em direção ao Sul em direção a Tacoma e de lá cruzando para para a Olympic Peninsula pela WA 16
  • De centro de Seattle – Tomando a Balsa/Ferry para Bainbridge Island ou Bremerton e de lá seguir em direção a Port Angeles.
  • De North Seattle – Tomando o ferry que sai de Edmonds e que vai para Kingston e de lá continuando para o oeste pela WA 104 até chegar a US Highway 101
  • De Anacortes ou Whidbey Island – Tomar o ferry para Port Townsend e continuar para oeste até encontrar a Highway 101
  • De Olympia ou outras localidades ao longo da Interstate 5 (incluindo Portland OR) – tomar a US Highway 101 North e seguir por ela até Port Angeles

Os Ferries ajudam a diminuir o tamanho da viagem em quase 150 Km para quem sai de Seattle. Mas vale lembrar que nos meses de verão, especialmente nos finais de semana e feriados, os ferries podem ter filas gigantescas, o que pode fazer o trajeto via Olympia valer mais à pena. Consulte os horários dos Ferries aqui

2. Como se locomover pelo Olympic National Park

Como acontece em praticamente todos os parques nacionais americanos, a forma mais simples, fácil e prática para se chegar e até mesmo explorar o Olympic National Park (ONP) é de carro. E mesmo que você chegue de avião ou barco em Port Angeles, vai precisar de um para visitar os locais de interesse.

Estrada no Olympic National Park

No entanto, ao contrário da grande maioria dos parques nacionais que já visitamos nos EUA, praticamente não existem estradas cortando/atravessando o parque. O acesso as principais atrações “visitáveis” no parque se dá pela US Highway 101 que praticamente circunda toda a Olympic península ao redor do Olympic National Park.

A partir dela (US Highway 101) partem inúmeras estradas para alguns dos pontos de interesse do parque. Como é o caso do: Hurricane Ridge, Elwha, Sol Doc, Hoh. Ou as localidades de Klalaloch, La Push, Rialto Beach, Alava Cape e Neah Bay na costa do pacifico.

Para ter uma idéia das distâncias entre um ponto ao outro no parque consulte esta tabela (valores em milhas)

3. Quanto custa visitar o Olympic National Park?

Para visitar o Olympic National Park, o NPS (National Park Service) cobra uma taxa de todos os veículos e pessoas que entram no parque. Esta taxa é cobrada uma única vez e tem validade de uma semana (sete dias) desde que você guarde o recibo que geralmente é afixado num mapa que você recebe ao entrar no parque pela primeira vez, você pode entrar e sair do parque quantas vezes quiser.

Guarita na entrada do Hurricane Ridge Road no Olympic National Park

A taxa de entrada custa 15 USD para veículos não-comerciais com até 5 passageiros, e 5 USD para pessoas de moto, bicicleta ou à pé.

Porém quem pretende visitar outros parques nacionais, florestas nacionais, monumentos, sitios históricos controlados pelo NPS, minha sugestão é considerar a compra do Passe Anual Interagências (Anual Interagency Pass). Ele custa 80 USD e permite a entrada na maior parte dos sítios recreacionais federais dos EUA. Se você for visitar os 3 Parques Nacionais da região (Olympic, Mount Rainier e Cascades) compensa. Lembrando que vale para todos os Parques Nacionais dos EUA.

4. Qual a melhor época do ano para visitar o Olympic National Park?

Essa é uma pergunta que depende muito do objetivo da sua visita. Mas de uma forma geral a melhor época para se visitar o Olympic National Park é durante os meses de verão. Nesta época (Julho, Agosto, Setembro) chove menos e as temperaturas são mais propícias as atividades ao ar livre. Lembrando que o parque possui uma extensa rede de trilhas com mais de 1050 Km para caminhadas, e muitas delas levem até 1 semana para serem completadas.

Hurricane Ridge Visitor Center no Olympic National Park

Uma característica única do Olympic é a oportunidade de o visitante fazer caminhadas com acampamento ao longo da praia. O comprimento da linha de costa do parque é suficientemente grande para vários dias de caminhada. Mas é preciso estar ciente de que a maré tem que ser levada em consideração.Em diversas partes quando a maré está alta a arrebentação bate diretamente nas falésias. Lembrando que para acampar no Parque é necessário tirar uma licença num dos centros de visitantes.

Durante o inverno, o popular mirante conhecido como Hurricane Ridge oferece além de vistas fantásticas, a rara oportunidade de esquiar e praticar snowboard e Cross Country dentro de um Parque Nacional. Quem opera as atividades esportivas nesta área do parque é o Hurricane Ridge Winter Sports Club que opera tanto o Hurricane Ridge Ski quanto uma área voltada para o Snowboard. Nesta época do ano, apenas veículos com correntes e tração nas quatro rodas conseguem e tem permissão para subir até o Hurricane Ridge Visitors Center.

No outono e primavera geralmente chove bastante, porém a grande vantagem de se visitar o parque nesta época do ano é o fato dele não estar tão cheio. Em Maio ainda testemunhamos um lindo espetáculo das flores. Mas adoraria ter pego um dia de céu azul para completar o passeio e tirar fotos melhores. O Outono por sua vez não deve ter muita graça já que são poucas as espécies folhosas (potencialmente mudariam de cor) nesta tipologia florestal.

5. Como é o Clima do Olympic National Park ao longo do ano?

Como tudo no Olympic National Park, o clima é extremamente variável, de época para época e um lugar para outro. Os visitantes devem estar preparados para uma vasta gama de condições. Capa de chuva e roupas em camadas são essenciais para quem for fazer trilha.

Em geral, a Olympic Peninsula tem um clima com forte influência marinha. Seus verões são moderados e agradáveis e invernos frios e úmidos. No verão as temperaturas podem passar dos 35o C, mas em média ficam na casa dos 15-25oC. No inverno as temperaturas podem ficar bem negativas nas montanhas e permanecer na faixa dos 10o C no litoral.

Julho, Agosto e Setembro são os meses mais secos do ano. E enquanto no litoral os invernos são relativamente amenos, nas montanhas nevascas são comuns com acumulações frequentemente superiores a 25 cm.

Para maiores informações a respeito das médias de precipitação consulte a tabela

Clima no Olympic National Park

6. Onde se hospedar no Olympic National Park?

Assim como em vários outros parques nacionais que já visitamos nos EUA, no Olympic National Park existe uma empresa concessionária que explora as opções de acomodação e alimentação dentro dos limites do parque. No caso do Olympic National Park a empresa concessionária é a Aramark Parks and Destinations.

Vista do Kalaloch Lodge

Dentro dos limites do Olympic National Park existem cinco opções de hospedagem. São elas:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=Tw166HGr3KY&]

Opções de hospedagem dentro do Olympic National Park

Agora para quem quiser ficar fora do parque, basta procurar um hotel ou B&B nas seguintes localidades:

  • Norte da Olympic Peninsula: Port Angeles, Sequim, Port Townsend, Forks, Sekiu e Clallam Bay.
  • Hood Channel Area: Hoodsport, Lake Cushman, Belfair e Shelton
  • Lake Quinault: Lake Quinault e Amanda Park.

Visitando o Parque:

Nós visitamos o parque num bate e volta de um dia à partir de Seattle. Saímos cedinho de Seattle e pegamos o Ferry para Bremertown pelas 07:00 da manhã. De lá seguimos em direção a Port Angeles. Pelo caminho aproveitamos para tomar um café da manhã reforçado e delicioso no Oak Table em Sequim

The Oak Table Café – Lugar perfeito para um café da manhã reforçado

Dali seguimos em direção ao Hurricane Ridge e continuamos a viagem ao longo de toda a US Highway 101 até Olympia e de lá de volta para Seattle.

As Giestas estavam florindo enfeitando a paisagem pelo caminho para o Olympic National Park

Foram cerca de 700 km de estrada que teriam certamente sido melhor aproveitados se fossem feitos em pelo menos 2-3 dias com uma parada estratégica em Forks, a famosa cidade dos vampiros e lobisomens do Twilight. E outra possível parada no Kalaloch Lodge. Mas apesar de corrido foi um passeio fantástico que poderia ter rendido fotos ainda melhores se o tempo tivesse colaborado um pouco mais.

Forks a terra do Twilight Saga no Olympic National Park

Se você já visitou o parque e tiver dicas e queira colaborar a caixa de comentários está aí justamente para isso. Agora se você tiver dúvidas não comtempladas no post estamos ai para tentar ajudar. 😀 Para ver como foi nosso roteiro clique aqui .

Nosso roteiro pela Olympic Peninsula

Veja também:

Curta mais fotos deste passeio em nossa página no Facebook

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=Df-CYvT7vI8&]

[youtube-http://www.youtube.com/watch?v=gBE-awellUA]

Video com cenas da Olympic Peninsula

Endereço:

Olympic National Park

3002 Mount Angeles Road
Port Angeles, Washington 98362
 

 

Posts Relacionados:

Guia para o Yellowstone National Park

Guia para o Yosemite National Park

Guia para o Grand Canyon National Park

Índice com todos os Posts do MauOscar

Clique na Logo =>

Siga o MauOscar.com também no:

Space Needle: Uma visão 360º de Seattle

Uma visita a Seattle não é digamos completa sem uma visita ao topo da Space Needle. Símbolo inconfundível da cidade, a Space Needle de Seattle foi construída especialmente para a a exposição universal de 1962. E hoje, mais de 50 anos depois, continua sendo a atração mais visitada da cidade.

Base da Space Needle em Seattle

Esse sucesso não é por acaso, afinal de contas, lá de cima além de vistas incríveis para a cidade, em dias claros e de grande visibilidade, é possível enxergar não só a cidade. Mas também cidades vizinhas, a Elliott Bay, seus inúmeros lagos e as montanhas com picos nevados que a emolduram a região.

Space Needle em Seattle

Inspirada na torre de TV de Stuttgart na Alemanha, o esboço inicial do projeto da principal atração da exposição universal de Seattle, foi feito num jogo americano de papel numa cafeteria em 1959 por Edward E. Carlson.

Downtown Seattle vista do alto da Space Needle

Revolucionário para a época, o projeto teve que passar por diversas adaptações para sair do papel. O projeto, além de contar com um design futurista, teve que levar outras variáveis em consideração. Entre elas o fato de Seattle encontrar-se numa área de ocorrência natural de terremotos e fortes tempestades.

Porto de Seattle vista da Space Needle
Porto de Seattle vista da Space Needle

Ou seja, para solucionar o problema, além de muitos cálculos e técnicas modernas de engenharia, o processo de fundação da torre utilizou nada mais nada menos que 467 caminhões de cimento e muitas toneladas de ferro. Na obra de fundação, utilizou-se uma quantidade tão grande de cimento e ferro que o centro de gravidade da torre encontra-se praticamente ao nível do solo.

Como resultado a torre já resistiu intacta a ventos de mais de 150 km/h e vários tremores de terra. Entre eles o terremoto de 6.8 graus na escala Richter que sacudiu a região de Seattle em 2001. Segundo os especialistas a estrutura da Space Needle de Seattle aguenta ventos de até 320 km/h e tremores de até 7.5 graus sem nem sentir frio na barriga :P.

Lake Union visto do alto do Space Needle Seattle

Com uma altura total de 184 metros de altura se levada a antena em consideração. Esta foi a mais alta estrutura da costa oeste dos EUA na época de sua construção sendo destronada 7 anos mais tarde por um edifício em San Francisco.

Estádios do Seattle Hawkers e Seattle Mariners visto do alto da Space Needle

Quem visita a torre sobe “apenas” até o mirante que está a 160 metros de altura. Para chegar lá em cima existem 3 elevadores de última geração que transportam até 25 passageiros e levam o visitante até o topo em impressionantes 43 segundos. Em caso de emergência existe uma escadaria pelo interior da torre com 848 degraus que muito raramente é utilizada.

Bellevue vista do alto da Space Needle em Seattle

Visitamos o topo da Space Needle em duas oportunidades, uma durante o dia e outra a noite. E tenho que dizer, a vista lá de cima faz juz a fama que a atração tem.. Estivemos num dia em que a visibilidade não estava perfeita, mas ainda sim deu para curtir bastante e fazer umas fotos legais e que ilustram este post. Voltamos no mesmo dia durante a noite e apesar de ser no mesmo lugar a perspectiva é completamente diferente

Linha do Monorail que liga o Centro de Seattle ao Space Needle Seattle

Uma coisa que achei bem legal é que na entrada logo após passar pelos procedimentos de segurança, todos os visitantes são fotografados com um fundo verde e recebem uma espécie de senha. Chegando ao observatório no alto da torre, basta se dirigir a um dos computares, escolher uma paisagem de fundo que mais lhe agradar e enviar o cartão postal virtual para amigos, parentes e até mesmo você. É gratuito!! Guardando o número você pode fazer isso de casa também.

Ferry na Elliott Bay visto da Space Needle em Seattle

Nós não sabíamos, mas no andar inferior do observatório funciona o Skycity Restaurant, que infelizmente não tinha horários disponíveis para reserva nos dias que estávamos querendo ir. Além de ser mais formalzinho e requerer uma roupa um pouco mais apropriada. Mas parece ser um barato, aos moldes do restaurante da Ferseheturn de Berlin, o restaurante é  giratório e dá a volta completa de 360 graus em 47 minutos.

Uma das muitas marinas de Seattle

Enfim, querendo ver Seattle do alto a Space Neddle é sem dúvida uma ótima pedida. Além disso está para Seattle, assim como a Torre Eiffel está para Paris. Inclusive ambas foram construídas com o mesmo propósito, uma exposição universal. E apesar de serem “odiadas” no início acabaram se tornando marcos arquitetônicos que hoje caracterizam a cidade.

Space Needle num final de tarde em Seattle

Space Needle a noite:

Informações Úteis:

A Space Needle funciona 365 dias por ano das 09:00 da manhã até meia noite. Sendo que a bilheteiria fecha 30 minutos antes. Apesar de funcionar todos os dias do ano, eventualmente pode estar fechada alguns dias específicos para manutenção ou eventos privados.

A Space Needle é uma das atrações comtempladas no Seattle City Pass. E garante você visitar a torre em duas oportunidades num período de até 24 horas a partir da primeira visita.  Para quem não tem o Seattle City Pass os valores dos ingressos podem ser consultados aqui.

Para quem está no centro a maneira mais prática e fácil de chegar ao Seattle Center é pegando o Monorail as imediações do Pike Place Market na esquina da 5th Ave e Pine Street entre a Nordstrom e a Macy’s ao Seattle Center onde encontra-se a Space Needle.

Para ver imagens ao vivo do alto da torre acesse este link

Vista Panorâmica do Sul de Space Needle

Endereço:

 Space Needle


400 Broad St.


Seattle, WA 98109

Posts Relacionados:

 Seattle Center: O complexo futurista de Seattle construído para Expo 62

 Uma visão 360º de Boston – A cidade vista de alto do Prudential Tower

 Empire State Building 

Índice com todos os Posts do MauOscar

Clique na Logo =>

Siga o MauOscar.com também no:

  

Independência dos EUA: A história no Independence National Historical Park em Philadelphia

http://wp.me/p436H8-14A

O Independence Hall em Philadelphia é o principal marco histórico da independência dos EUA. Afinal de contas foi alí que tanto a declaração de independência quanto a constituição americana foram debatidas, redigidas e assinadas pelos representantes das 13 colônias que fundaram os EUA.

Independence Hall em Philadelphia visto da Independence Square

Além disso, o local funcionou como a sede “provisória” do governo americano por diversas ocasiões entre o primeiro congresso continental da Philadelphia (1774) até a mudança definitiva da capital para Washington DC em 1800.

Torre do Independence Hall em Philadelphia

Considerado um lugar sagrado para os americanos e sua democracia, o local foi transformado em parque histórico nacional em 1948 e tombado como patrimônio mundial da humanidade pela UNESCO em 1979.

Independence Hall patrimonio Mundial da Humanidade

Atraindo anualmente cerca de 4 milhões de visitantes, o Independence National Historical Park é uma das mais visitadas e concorridas atrações turísticas de Philadelphia (especialmente nos meses de verão).

Parque Histórico Nacional da Independência em Philadelphia

Bem se você curte história americana, você pode facilmente passar o dia inteiro explorando algumas das mais de 25 atrações que compõe o parque histórico nacional da independência. Atrações como o Carpenter’s Hall, Independence Hall, Constitution Center, o Liberty Bell Center, o primeiro e segundo banco dos EUA são apenas algumas das construções que encontramos nos limites do parque histórico da independência e que de forma direta ou indireta participaram do processo de emancipação política e formação dos EUA .

Liberty Bell e o Independence Hall em Philadelphia

Dentre todas as atrações “visitáveis”, as mais concorridas são o Liberty Bell Center (local onde encontra-se o sino trincado da liberdade) e o tour guiado pelo interior do Independence Hall. Porém, para visitar este último, é necessário antes de tudo, se dirigir ao Independence Hall Visitor Center e pegar um ingresso com hora marcada para um dos tours oferecidos gratuitamente ao longo do dia.

Independence Visitor Center, local onde você pega os ingressos para o tour pelo Independence Hall

Dependendo do dia, se você chegar tarde de mais, os ingressos podem estar ocasionalmente esgotados. Então a dica é, quando for visitar Philadelphia, a primeira atração a ser visitada é o Visitor Center do Independence National Historical Park. Lá, além de uma introdução geral a independência, você pega o ingresso para visitação do Independence Hall. Com o ingresso em mãos você pode então se programar para visitar a cidade.

Entrada do Independence Visitor Center

Depois disso, basta se apresentar na entrada localizada a esquerda do Independence Hall para os procedimentos de segurança cerca de 15 minutos antes do horário marcado para o início do seu tour. Um ranger no National Park Service coletará os tickets e será seu guia pelo interior do Independence Hall.

Ranger no tour pelo interior do Independence Hall

Antes de entrar no edifício, todo o grupo de aproximadamente 50 pessoas é levado para uma salinha climatizada, onde o Ranger fala um pouco sobre a história e os acontecimentos ocorridos no final do século XVIII e que foram fundamentais para a criação dos EUA.

Suprema Corte da Comomwealth da Pennsylvania no Independence Hall – Antes de 1776 o brasão britânico

Bem como de praxe aqui no Blog, divido com vocês de forma resumida um pouco daquilo que aprendi durante as 3 visitas que já fiz ao local 😀

Justiça no Independence Hall em Philadelphia

Pois bem, antes da declaração da Independência em 4 de Julho de 1776, os EUA era formado por treze colônias que apesar de diferirem bastante sócio-politicamente entre si, tinham um ponto em comum: a fidelidade à coroa britânica.

Mapa antigo no Independence Hall

Naquela época as chamadas colônias do norte, compreendidas pelas colônias da região que se extende desde a Pennsylvania até a Nova Inglaterra, tinham como principais características, o uso de mão-de-obra livre, economia baseada no comércio, pequenas propriedades rurais e produção voltada para o consumo do mercado interno.

Segundo andar do Independence Hall em Philadelphia

Além disso, essas colônias, especialmente Pennsylvania (Quakers & Amish) e Massachussetts (Puritanos), eram carcaterizadas por colonizadores protestantes, geralmente de origem inglesa, que se instalaram na região fugindo das perseguições políticas e religiosas que encontravam na europa.

Segundo andar do Independence Hall

Já as colônias sulistas, colônias como a Virginia, Carolina do Norte e do Sul e Geórgia, eram praticamente o oposto disso. Baseadas num modelo com grande propriedades rurais que usavam e abusavam de mão-de-obra escrava, sua produção era praticamente totalmente voltada para a exportação.

Independence Hall Philadelphia

Apesar das diferenças, todos viviam “contentes e felizes” até o rei e o parlamento inglês aprovar uma série de medidas que colocaria a fidelidade dos colonos à pátria mãe a toda prova. Medidas como a criação de uma série de impostos (Lei do Chá, Lei do Açúcar, Lei do Selo e afins), sobretaxavam estas colônias a fim de levantar dinheiro para sanar as contas públicas destruídas com os desdobramentos da Guerra dos Sete Anos entre França, Inglaterra e seus respectivos aliados (1756-1763). Nesta guerra os ingleses e seus aliados saíram vitoriosos, porém encalacrados de dívidas.

Independence Hall

Até então, as 13 colônias pagavam seus impostos e defendiam os interesses britânicos na região sem grandes reclamações e presumiam possuir praticamente os mesmos direitos e privilégios que todos os súditos da coroa inglesa. Mas com o tempo e a distância, a definição de liberdade e representatividade acabou-se tornando diferente nos dois lados do Atlâtico.

Sala jantar no Independence Hall

E assim, no ano de 1774, descontentes com as ações de Londres em relação a suas colônias, acontece o primeiro congresso continental da Philadelphia. Reunindo representantes das colônias do norte no Carpenter’s Hall, o primeiro congresso continental dos EUA não tinha caráter separatista, apenas reinvidicatório e visava criar um lobby pelo fim das medidas restritivas de comércio com outras nações e o afrouxamento das taxas impostas por Londres.

Escadaria no interior do Independence Hall

Além disso, demandava também um lugar na câmara dos lordes o que conferiria às colônias americanas uma maior participação na vida política do império britânico e ainda defenderia os interesses das colônias junto ao parlamento inglês em Londres.

Armas no Independence Hall

Porém, o então rei britânico George III não aceitou as propostas, e muito pelo contrário, juntamente com o parlamento, adotou um pacote de medidas ainda mais restritivas e controladoras em relação a suas colônias. Como é o caso das chamadas Leis Intoleráveis, que entre outras coisas, previa a lei do aquartelamento na qual todo colono norte-americano seria obrigado por lei, a fornecer moradia, alimento e transporte para os soldados ingleses em sua colônia. As Leis Intoleráveis geraram muita revolta nas colônias (norte e sul), influenciando diretamente no processo de independência dos EUA.

Encenação da revoluçao Americana no Independence Hall

E apesar dos esforços de indivíduos em ambos os lados, empenhados em resolver o conflito de interesses de forma pacífica, a revolta tornou-se violenta em Abril de 1775, com as batalhas de Lexington e Concord em Massachusetts.

Senhora vestida à carater como no final do século XVIII

Revoltados com a forma que eram tratados pelos britânicos, em Maio de 1775, o segundo Congresso Continental reuniu-se em Philadelphia. Desta vez no Independence Hall, na época sede da Commonwealth da Pennsylvania.

Torre Independence Hall

Como resposta à crise, pela primeira vez na história, os colonos americanos adotoriam medidas para governar e “proteger” suas respectivas colônias como parte de um país independente. Nesta época o ideais iluministas de liberdade, fraternidade e igualdade estavam super em voga, e a idéia de declarar independência logo ganhou força entre os delegados da convenção.

Sino da liberdade em Philadelphia – Antigamente ficava na torre do Independence Hall

E assim, na primavera de 1776 um comitê presidido por Thomas Jefferson foi encarregado em redigir a declaração de independência dos EUA. Documento este que foi debatido e aprovado pelos delegados das 13 colônias e apresentado ao povo em 4 de Julho de 1776.

Relógio no Independence Hall

Os delegados do segundo congresso continental de Philadelphia compreendiam claramente os riscos associados com a declaração de sua autonomia em relação ao poderoso império britânico. Este obviamente não aceitou o documento e, desta forma, estava declarada a guerra da revolução americana que se extenderia até 1783 quando o Tratado de Paris concederia formalmente a independência e liberdade ao recém criado Estados Unidos da América.

Independence Hall em Philadelphia

Neste interim, durante a revolução americana, os britânicos ganhariam a batalha do Brandywine. Tomariam Philadelphia, obrigando o general George Washington e seu exército a recuar para a região do Valey Forge. A capital seria então transferida para Baltimore, Lancaster e York, até que as tropas de Washington retomassem o controle de Philadelphia no ano seguinte.

General Washington no Independence Hall

Vencida a guerra contra os britânicos e assinado o acordo de paz, a questão então passou a ser: como governar esta nova e gigantesca nação?! Na época, muitos eram céticos que os ideais revolucionários resistiriam à realidade de paz trazida com o tratado de Paris.

Panorâmica da sala onde a declaração de independencia dos EUA e a Constituição foram criadas

No entanto 4 anos mais tarde, em 1787, mais uma vez no Independence Hall em Philadelphia, a Convenção Federal reuninira representantes das ex treze colônias que juntas esboçariam um dos mais importantes documentos da história americana, a Constituição dos EUA.

Congresso Federal de 1787 em Philadelphia no Independence Hall

Liderados por George Washington, os delegados discutiram e fariam concessões durante todo o verão 1787 até ser finalmente aprovada. Por sinal, como bem lembrou um dos Rangers numa das vezes que fiz este tour, naquela época não existia ar condicionado e dizem que naquele ano o calor foi insuportável. (Philadelphia pode ser muito quente no verão). Agora imagino todo mundo usando aquelas roupas que eles usavam na época.

Independence Hall – a declaração de independência e a cosntituição nasceram aqui

Bem, o resultado de tanto trabalho e meses de discussão é um documento relativamente simples de apenas 4 páginas que entre outras coisas instituiu os três poderes de Montesquieu. Sistema que já era usado com sucesso pela Commonwealth da Pennsylvania desde o início de sua fundação.

Independence Hall – Ranger mostrando cópia da Constituição americana

Pela constituição, o Presidente dos Estados Unidos é eleito para um mandato de quatro anos pelos cidadãos eleitores num sistema (digamos bem confuso) em que os candidatos não ganham diretamente pelo número absoluto de votos no país, mas sim pelo resultado da apuração dos condados de cada Estado gerando uma espécie de eleição dentro da outra. O número votos proporcionais da população determina o vencedor naquele estado.

Escultura de George Washington em frente ao Independence Hall em Philadelphia

Duas casas compõem o Congresso: a Camara dos Representantes (Deputados) com delegados de cada Estado num número proporcional a sua população; e o Senado, com dois representantes por Estado. Por sinal foi graças ao lobby de estados pequenos como Delaware que existe o senado com representação política igualitária entre todos os estados. De uma forma geral, o Congresso (Camara dos Representantes) vota leis e orçamentos. Já o Senado zela pela política de segurança e política externa.

Estátua de Benjamin Franklin nos arredores do Independence Hall

A suprema corte é composta por 7 juízes vitalícios, indicados pelo presidente dos EUA que são sabatinados e aprovados pelo Senado. Estes juízes resolvem os conflitos entre estados e entre estes e a União, garantindo o cumprimento e prevalescência da constituição federal em detrimento as constituições estaduais e as leis mais recentes do país.

Suprema Corte da Pennsylvania no Independence Hall

A constituição dos Estados Unidos prevê um sistema de alterações, por intermédio de Emendas Constitucionais, tendo ao longo de todos estes anos utilizado-se deste artifício por apenas 27 vezes. A título de comparação, o Brasil já teve 7 constituições, 8 segundo alguns autores. E só na última constituição promulgada en 1988 existem mais de 70 emedas constitucionais.

National Constitution Center em Philadelphia

Desta forma, segundo a constituição os três poderes “teoricamente’ protegem o povo e asseguram através de um sistema de limites e equilíbrio a governança do país. (Isso quando a briga entre Democratas e Republicanos não interfere no processo). A constituição americana seria assinada pelos delegados em 17 de Setembro de 1787 e desde então é a carta magna do país. Sendo que Delaware foi o primeiro estado a ratifica-la.

We the People… No National Constitution Center em Philadelphia

Apesar de os documentos originais não estarem dispostos em Philadelphia (estão no National Archives em Washington DC) , visitar o Independence Hall e alguns dos outros 25 prédios históricos que foram testemunhas oculares do processo de independência dos EUA, é sem dúvida uma das melhores aulas de história americana que você pode ter na vida.

Independence National Historical Park

Informações Úteis:

O Independence Visitor Center abre todos os dias da semana, exceto no natal das 08:30 as 19:00. E é lá que você pega gratuitamente o ingresso com hora marcada para visitar o Independence Hall. Estes ingressos são necessários para visitação entre os meses de Março e Dezembro. Tickets com hora marcada podem ser reservado com antecedência via telefone ou online mediante uma taxa de serviço de 1.50 USD por ingresso.

Lembrando que fora o Independence Hall todas as outras atrações do Paque Histórico Nacional da Independencia podem ser visitadas na hora sem a necessidade de tickets com hora marcada. Para maiores informações sobre o horário de funcionamento das atrações do parque acesse aqui.

Veja mais:

Fotos em nossa página no Facebook do Independence National Historical Park em Philadelphia

Endereço:

Independence Visitor Center

525 Market Streets, Philadelphia, PA

Posts Relacionados:

Freedom Trail em Boston – O caminho para a Independência

Independência dos EUA contada em Valley Forge

Harrisburg: Visitando o capitólio da Pennsylvania

Índice com todos os Posts do MauOscar

Clique na Logo =>

Siga o MauOscar.com também no:

Nemours Mansion and Gardens: Um pedacinho da França nos EUA

Apesar de Delaware ser o segundo menor estado americano em extensão territorial, o estado historicamente sempre desempenhou um papel de grande destaque na política e economia dos EUA.

Estátua dourada nos jardins da Nemours Mansion em Delaware

Politicamente falando, Delaware foi o primeiro estado a ratificar a constituição americana (7 de Dezembro de 1787) o que lhe confere o apelido de First State. Além disso, num exemplo mais atual desta importância política, tem Joe Biden, ex-senador pelo estado, atualmente ocupando o cargo de vice-presidente dos EUA ao lado de Barack Obama.

Nemours Mansion em Wilmington Delaware

Economicamente falando, além de ser a sede jurídica de mais de 250.000 empresas e grandes coporações, Delaware é também o berço da du Pont, uma das 3 maiores indústrias químicas do mundo. E foi às margens do Rio Brandywine em Wilmington que Eleuthére Irénée du Pont de Nemours, um imigrante de origem francesa que trabalhou como aprendiz de químico no laboratório de Antoine-Laurent Lavoisier na França, construiu sua fábrica de pólvora.

Jardins formais do Nemours Mansion & Gardens em Delaware

Um negócio que passaria por altos e baixos ao longo de gerações, mas que transformaria sua família e seus descendentes, numa das mais ricas famílias dos EUA até a primeira metade do século XX.

Vista da frente da Mansão de Alfred I. du Pont em Delaware

O reflexo desta riqueza pode ser facilmente vista pela região do Brandywine Valley. Tanto que a região é conhecida como o Vale do Loire americano. Por exemplo, das 10 maiores mansões construídas nos EUA até a primeira metade do século XX, duas delas encontram-se em Delaware. A maior de todas, o Winterthur Country Estate com 175 aposentos, já foi retratada algumas outras vezes aqui no Blog.

Estátua, Fonte e Nemours Mansion em Wilmington Delaware

Porém a mais suntuosa delas, o Nemours Mansion and Gardens, que foi construída em impressionantes 18 meses entre 1909 e 1910 e que pertenceu a Alfred Iréneé du Pont, ainda não havia sido apresentada a vocês antes.

The Parterre e Russian Gates no Nemours Mansion em Delaware

E como mandei algumas fotos dos jardins da mansão para a charada de Sexta do Viaje na Viagem, que para minha surpresa foi resolvida em incríveis 11 minutos, acho legal fazer uma contextualização histórica dos fatos e personagens envolvidos na contrução deste verdadeiro palacete real no final do século XIX e início do século XX aqui no Brandywine Valley em Delaware.

Portões do Paleacio de St. Petersburgo no Nemours Mansion em Delaware

Alfred I. du Pont pertenceu à quarta geração dos du Pont’s nos EUA. Nascido em 1864, Alfred desde muito cedo trabalhou nos negócios da família. Órfão de pai e mãe aos 13 anos de idade, conhecia como ninguém o processo de fabricação de pólvora e explosivos.

Russian Gates no Nemours Mansion em Delaware

Aos 25 anos de idade passou a ser sócio minoritário da empresa, controlada por alguns de seus tios. Dois anos antes Alfred, casaria-se com sua primeira esposa, Bessy Gardner, uma prima distante com quem teve 4 filhos num período de 7 anos.

Vista lateral do Nemours Mansion em Delaware

No entanto, em 1902, enfrentando uma série de dificuldades financeiras, seus tios resolvem vender a empresa. Procurando manter os negócios em família, Alfred se associa com outros 2 primos Pierre S. du Pont (fundador do Longwood Gardens) e T. Coleman du Pont (Senador por Delaware por 2 mandatos) para fazer uma oferta e comprar a empresa de seus tios e desta forma manter o negócio de quase 150 anos em família.

Jardim francês Nemours Mansion em Delaware

Por 13 anos a sociedade funcionaria perfeitamente bem e a empresa logo conquistaria o título de uma das 5 maiores empresas dos EUA na época. Enquanto Pierre S. du Pont comprava a área que hoje encontra-se o Longwood Gardens, o casamento de Alfred I. du Pont com Bessy ia pelo ralo num escândalo de traição que culminaria com o divórcio do casal.

Schonbrunn Ornaments no Nemours Mansion em Delaware

Apesar de ser algo extremamente polêmico e incomum para a época,  Alfred se divorcia de Bessy, e aos 42 anos de idade se casa com a sua amante (2a mulher) Alicia Bradford da qual era casada com um dos braços direitos de Alfred na administração da empresa.

Love Temple Nemours Mansion em Delaware

Entre 1909 e 1910, Alfred constrói para a ex-amante, agora esposa, o belíssimo Nemours Mansion & Gardens. Um palacete em estilo Louis XVI de 5 andares, 77 cômodos e 4.400 m2 de área construída. E resolve batizar a propriedade de Nemours, uma homenagem ao vilarejo do patriarca da família na França.

Biblioteca no Interior Nemours Mansion em Delaware
©Nemours Foundation

Inspirado no Petit Trianon de Maria Antonieta em Versailles, os jardins de 300 acres (1.2 km2) do Nemours Mansion and Gardens são considerado um dos mais belos jardins em estilo francês fora da França.

Quarto de Jessie du Ball no Nemours Mansion em Wilmington Delaware
© Nemours Foundation

Os arquitetos contratados para execução do projeto da casa foi Carrère and Hastings, que além de Nemours projetaram também a Biblioteca Pública de Nova York, o Frick Mansion em NY e o Henry Flagler Museum em Palm Beach na Flórida. O interior da casa é um luxo só, uma pena que não se pode fotografar.

Quarto senhora du Pont na Nemours Mansion
© Nemours Foundation

O divórcio da primeira esposa, e a construção do Nemours foi obviamente reprovada por toda a família du Pont. E o desconforto entre os primos, sócios da empresa, viria a se tornar uma “guerra” em 1915, quando Coleman du Pont, sem vocação para os negócios e com problemas de saúde, resolve desistir da sociedade e resolve vender sua participação na empresa.

Sala de visita dos homens no Nemours Mansion
© Nemours Foundation

Coleman vende algumas ações para alguns funcionários e oferece o restante para os primos. Alfred não aceita o valor da proposta de venda de Coleman e Pierre, compra toda participação de Coleman na empresa nas costas de Alfred.  Com a transação, Pierre S. Du Pont se tornaria o acionista majoritário com quase 2/3 da empresa.

Sala de Jantar com lustre do palácio Schonbrun de Viena em Wilmington Delaware
© Nemours Foundation

Com a compra, Alfred processa Pierre e o caso vai inclusive parar na suprema corte dos EUA. Moral da história, Alfred acaba perdendo a ação e Pierre faz uma manobra politica com outros diretores da empresa e Alfred é colocado para fora do conselho da empresa. Depois deste episódio ambos os primos ficam sem se falar até o resto de suas vidas.

Breakfast Room no Nemours Mansion
© Nemours Foundation

Bem para deixar a história ainda mais animada (quase roteiro de novela), a ex amante, agora segunda mulher, falece subitamente em 1920. Aos 56 anos de idade, fora da direção da du Pont, Alfred havia perdido praticamente quase toda sua fortuna num negócio de exportação que acaba não dando certo, o que quase o deixa falido.

Pista de boliche de 1910 no Nemours Mansion
© Nemours Foundation

Apesar de quase quebrado, Alfred finalmente encontra o grande amor de sua vida. Jessie du Ball, 20 anos mais nova que Alfred com quem acabaria se casando 1 anos mais tarde. O casal passa a viver na mansão em Wilmington. Mas em 1923, compram Epping Forest Mansion na Flórida, onde passam a viver nos meses de inverno fugindo do frio de Delaware.

Nemours Mansion em Delaware

Com o cunhado, Alfred du Pont diversifica seu porfolio e investe parte da fortuna que lhe havia sobrado no mercado imobiliário, bancos, ferrovias e fábricas de papel no estado da Flórida. Em pouco tempo, Alfred fazia uma nova fortuna e passa a fazer algumas ações filantrópicas, entre elas a criação de um programa de aposentadoria/assistência médica que dois anos mais tarde viraria lei estadual em Delaware.

Anjos no Nemours Mansion em Delaware

Em 29 de Abril de 1935, Alfred I. Du Pont morre aos 70 anos de idade. Em seu testamento deixa menos de 20% do dinheiro para a família. O restante de sua fortuna passa a ser destinada para a criação da Nemours Foundation. Uma fundação filantrópica que fora administrada pelo cunhado e em usufruto de Jessie, que é hoje a principal mantenedora de pelo menos 6 hospitais pediátricos na Flórida e o A. I du Pont Hospital for Children em Wilmington.

Estátua de Bronze nos Jardins de Nemours

A fundação é também a mantenedoura da mansão e em 2008 investiu 39 milhões de USD na restauração do interior e dos jardins da casa. Em valores atualizados a fundação tem aproximadamente 5,6 bilhões de dólares em ativos, o que faze dela uma das 50 fundações de mais ricas dos EUA.

Nemours Mansion em Delaware: Um dos jardins formais mais bonitos dos EUA

Uma história fantástica não é mesmo?! Mais fantástico ainda, é saber que além de industrial e filantropo, Alfred também gostava de música e era o maestro da Tankopanicum Musical Club, uma orquestra constituída por amigos e funcionários da du Pont que animava os bailes e festas no início do século XX.

Chafariz no Nemours Mansion em Delaware

Além disso, Alfred era um inventor por natureza. Durante os anos que trabalhou na Du Pont, inventou uma série de máquinas que revolucionariam a produção de explosivos, entre elas a primeira locomotiva movida a gasolina dos EUA. Além de aproximadamente outras 200 patentes.

Barco no Nemours Mansion em Delaware

O espírito inventivo de Alfred du Pont pode ser observado na casa como um todo, sobretudo no basement. Nemours Mansion foi uma das primeiras casas com energia elétrica nos EUA. Amigo pessoal de Thomas Edison, Nemours teve luz elétrica antes mesmo da Casa Branca em Washington.

Fachada principal Nemours Mansion em Delaware

Além disso, naquela época a casa já contava com uma estrutura refrigeração e de produção de gelo a base de um sistema com amônia e água salgada.. (A du Pont ainda não havia criado o FREON). Mas uma das coisas que achei um barato na casa foi o sistema de aspirador de pó central.

Estátuas dos cachorros Nemours Mansion em Delaware

Ainda no porão da casa, encontramos uma unidade de engarrafamento e gaseificação de água mineral, quando ia viajar, Alfred só tomava água engarrafada da fonte de sua casa. Coisas de rico excêntrico.

Lago no Nemours Mansion em Delaware

Mas uma das coisas mais surpreendentes para uma casa construída no início do século passado é o fato dela já contar com uma academia, 2 pistas de boliche, 4 mesas de bilhar e uma sala de projeção de filmes. O porão da casa era digamos o mundo particular de Alfred, que além de tudo adorava colecionar objetos e armas de guerra.

Jardins do Nemours Mansion em Delaware

A decoração da casa, fora do basement, lembra muito um castelo europeu, e de fato no interior da residência encontramos diversas relíquias que perteceram a algumas das mais tradicionais casas reais da Europa. Dentre os vários objetos ali dispostos, dois objetos merecem destaque especial. Um carrilhão alemão fabricado na Floresta Negra e que fica logo na entrada da casa, segundo a guia que nos acompanhou, ele foi especialmente encomendado para Maria Antonieta. Porém ele nunca chegou a ser usado pela dona. Afinal de contas, ela perdeu a cabeça no sentido literal da palavra antes de usar o novo brinquedo.

Anjos barrocos no Nemours Mansion em Delaware

O outro objeto por sua vez fica na principal sala de jantar da mansão. O lustre de cristais tchecos, uma vez já adornou o palácio de Schonbrunn em Vienna e hoje encontra-se em Delaware. Deste mesmo palácio também existem algumas esculturas no jardim que lembram umas ânforas que foram trazidas de lá também.

Visão frontal dos jardins do Nemours Mansion em Delaware

Outra relíquia da mansão são o Russian e English Gates. O primeiro é um portão de ferro em estilo barroco francês que perteceu a Catarina II, a grande (1729-1796). E adornava o palácio imperial russo em St. Petersburg antes de ser trazido para os EUA na primeira metade do século XX após a revolução russa de 1917.

Portões de Catarina II da Rússia no Nemours Mansion em Delaware

O segundo, mais antigo ainda, foi feito em 1448 por ordem de Henrique VIII da Inglaterra para Wimbledon Manor, residência que o monarca deu para sua esposa que coincidentemente também se chamava Catherine.

English Gates do Wimbledon Manor no Nemours Mansion em Wilmington Delaware

Além da mansão em si, a grande atração do local são os jardins. A vista na entrada da mansão é deslumbrante.  Repleto de fontes, estatuas de mármore uma caminhada pelo jardim é um convite a fotos legais.

Garagem do Nemours Mansion em Delaware

Encerrando a visita, o visitante é levado até o Chouffers Garage, onde além de uma pequena oficina, encontramos 4 relíquias automotivas que pertenceram a Alfred e Jessie, entre 2 Rolls Royces. Sendo que o 1960 Phanton V é de uma série da qual só foram fabricados outros 12. O número 1 da série faz parte até hoje da frota da rainha da Inglaterra, o número 2 é o que está  esposto na garagem dos du Pont’s em Delaware.

Garagem dos du Pont’s Nemours Mansion em Delaware

Informações Úteis:

O Nemours Mansion & Garden abre ao público entre 01 de Maio e 30 de Dezembro, fechando todas as segundas feiras, Thanksgiving e Natal e também entre os dias 04 de Novembro e 09 de Novembro.

O tour pela mansão e pelos jardins + garagem leva ao todo aproximadamente 3 horas e mesmo que você queira ficar mais nos jardins o tempo é limitado. O custo da visita é de 15 USD e os visitantes tem que ter pelo menos 12 anos de idade.

De Terça a Sábado os tours são oferecidos as 09:00, 12:00 e 15:00. Aos domingos apenas as 12:00 e 15:00

Recomenda-se fazer a reserva dos passeios (principalmente final de semana no verão) com antecedência.

Entre 10 de Novembro e 30 de Dezembro existe o tour especial de Natal

Endereço:

850 Alapocas Drive,

Wilmington, DE

 

Posts Relacionados:


 Posts sobre o Longwood Gardens

 Posts sobre o Winterthur Country Estate

  Atracões de Philadelphia e região

 Conhecendo o Amish Country na Pennsylvania

Índice com todos os Posts do MauOscar

Clique na Logo =>

Siga o MauOscar.com também no:

  

Museu Olímpico de Atlanta

O Cenntenial Olympic Games Museum foi uma das atrações que visitamos no Atlanta History Center durante nossa visita à capital do estado americano da Georgia. Um interessantíssimo museu  (ainda mais as vésperas de olimpíada) que, além de contar a história das olimpíadas de forma prática e didática, retrata todo o processo de candidatura, escolha, execução e legado dos XXVI jogos olímpicos de verão da era moderna.

Entrada Museu Olimpico de Atlanta

Para quem não lembra, a 26a edição das olimpíadas de verão aconteceram em Atlanta entre 19 de Julho e 04 de Agosto de 1996. No entanto, o processo de candidatura de Atlanta para sediar olimpíadas começou nove anos antes, em 1987.

Preparação da Candidatura de Atlanta no Museu Olimpico de Atlanta

Três anos mais tarde, em 18 de Setembro de 1990 na 96a Sessão do Comitê Olímpico internacional (COI) em Tóquio, a cidade faturaria a nomeação com estreita margem de apenas 16 votos sobre Atenas,  sendo considerado uma das votações mais “azaradas” da história do COI.

Escolha de Atlanta para sede das olimpiadas de 1996 no Museu Olimpico de Atlanta

Afinal de contas, os Estados Unidos haviam acabado de sediar tanto os Jogos Olímpicos de Inverno de 1980 em Lake Placid em Nova York, como os Jogos Olímpicos de Verão de 1984 em Los Angeles. Além disso, estavam iniciando também a campanha de candidatura de Salt Lake City para sediar os Jogos Olímpicos de Inverno de 1998.

Chegada da bandeira olímpica em Atlanta após a olimpiada de Barcelona no Museu Olimpico de Atlanta

Na época, suas rivais foram Toronto, Melbourne, Manchester, Belgrado e Atenas. A candidatura de Atenas era considerada favorita. Afinal de contas a XXVI edição jogos seria também a edição comemorativa do 100º aniversário da primeira edição dos Jogos Olímpicos da era moderna realizados em Atenas na Grécia em 1896.

Medalha da primeira olimpiada de 1896 em Atenas no Museu Olimpico de Atlanta

No entanto, com a eliminação de Melbourne, Manchester, Belgrado e finalmente Toronto (segunda maior favorita), aliada a desconfiança na capacidade financeira dos gregos fazerem um evento a altura da ocasião, fez a candidatura americana ganhar força e o direito de sediar o centenário dos jogos olímpicos acabaram sendo cedidos a Atlanta. A decisão enfureceu os gregos a ponto de anunciar que nunca mais iriam se candidatar a sede dos jogos olímpicos novamente (Mas voltaram atrás e acabaram sediando os jogos 8 anos mais tarde).

Medalha comemorativa da olimpiada de Paris 1900 no Museu Olímpico de Atlanta

O fato é que até hoje, muito se fala muito na pressão exercida pela Coca-Cola, que foi inventada e tem sede na cidade, na decisão de escolha de Atlanta como sede das olímpiadas de 1996. Todos nós sabemos que o poder econômico, de fato pesa nestas decisões e a Coca Cola é um dos maiores patrocinadores do Comitê Olímpico Internacional.

Medalha olimpiadas de Londres em 1908 Museu Olimpico de Atlanta

Deixando de lado as intrigas políticas. Uma das coisa interessantes do museu olímpico de Atlanta, é que ele retrata não só a história dos jogos, os acontecimentos que marcaram história. Mas também os desafios do comitê organizador local em sediar um evento deste porte. E poderia inclusive certamente servir de lição ao Brasil preparar os jogos de 2016. (Se bem que era melhor aprender a fazer a lição de casa com os chineses).

Medalha da Olimpiada de 1912 em Estocolmo no Museu Olimpico de Atlanta

Enfim, pela primeira vez na história, a competição passou a ter mais de 10 mil atletas oriundos de 197 países competindo em 30 diferentes modalidades esportivas. Os Jogos de 1996 deram novos ares ao gigantismo do evento.

Medalha das Olimpiadas de 1920 em Antuérpia no Museu Olimpico de Atlanta

Porém, mesmo com toda a organização e preparação, problemas de segurança marcaram a competição. Na madrugada do dia 27 de julho, uma explosão no parque olímpico, no centro da cidade, deixou dois mortos e mais de 100 feridos. Naquela época o terrorismo não era uma palavra tão comum no cotidiano dos EUA como passou a ser depois dos atentados de 11 de Setembro. Mas o incidente gerou uma onda de críticas ao comitê organizador e cogitou-se a possibilidade de se suspender os jogos, já que mesmo com a presença de 35 mil soldados, policiais e centenas de agentes do FBI não impediu o ato terrorista.

Medalha da Olimpiada de 1928 em Amsterdan no Museu Olimpico de Atlanta

Na época o então presidente norte-americano, Bill Clinton, prontamente prometeu tomar todas as medidas necessárias para proteger os atletas e delegações. E, cerca de três horas após a explosão, o Comitê Olímpico Internacional se pronunciou por meio de seu vice-presidente, que garantiu a continuidade dos Jogos. No dia seguinte, todas as competições se realizaram normalmente, após um minuto de silêncio em cada uma das instalações.

Medalha da X olimpiada em 1932 de Los Angeles no Museu Olimpico de Atlanta

Mas fora isso, os jogos olímpicos de Atlanta fizeram história por uma série de outros acontecimentos e recordes quebrados.  A olimpíada de Atlanta foi, no meu caso, a segunda olimpíada que me lembro de acompanhar pela TV.

Medalha das Olimpiadas de Berlin em 1936 no Museu Olimpico de Atlanta

Um dos momentos mais marcantes, o qual me lembro como se fosse ontem, foi o acendimento da pira olímpica na abertura do evento pelo ex-boxeador Muhammad Ali. Apesar de não ter sido tão legal como a acendimento da pira em Barcelona em 1992 (a mais legal até hoje na minha opinião), foi comovente ver Ali, portador do mal de Parkinson acender a pira.

Medalha Olimpiadas de Toqui em 1964 no Museu Olimpico de Atlanta

Duas curiosidades interessantes que aprendi no museu olímpico de Atlanta: a primeira foi que a palestina foi reconhecida COI como território autônomo e pode participar dos Jogos Olímpicos, desfilando inclusive com sua bandeira pela primeira vez na história.

Interior do Museu Olimpico de Atlanta

A segunda foi que, a única medalha olímpica conquistada por Hong Kong como colônia britânica (1952-1997) foi uma medalha de ouro conquistada no iatismo durante a competição. Ou seja, com a transferência da soberania de Hong Kong para a China em 1997, a cerimônia de premiação foi especialmente única, uma vez que a bandeira colonial de Hong Kong foi hasteada acompanhada pelo hino nacional britânico “God Save the Queen” pela primeira e última vez numa olimpíada.

Dia a Dia das Olimpiadas de 1996 no Museu Olimpico de Atlanta

Pelo museu encontramos diversos objetos históricos e memorabílias relativas aos jogos de 1996, que vão desde as placas com o nome dos países nos desfiles das seleções, passando pelo pódio de premiação dos atletas, uniformes dos países, até a tocha que Mohamed Ali usou para acender a pira. Mas uma das coisas mais legais, na minha opinião foi ver medalhas de todas as olimpiadas até então disputadas e as tochas de todas as olimpiadas desde a olimpiada de Munique.

Placas usadas nos desfiles dos atletas olimpicos em 1996 no Museu Olimpico de Atlanta

Quando uma cidade se candidata como sede das olimpiadas, muito se fala do legado que os jogos deixaram para a cidade. No caso de Atlanta, os jogos olímpicos promoveram o desenvolvimento de diversos aspectos do turismo e da infraestrutura de cidade.

História dos jogos Olímpicos no Museu Olimpico de Atlanta

O parque olímpico ou Centennial Olympic Park é sem dúvida um dos mais representativos deles. Com uma área de aproximadamente 21 hectares, o local oferece lazer e entretenimento para moradores e turistas que visitam a cidade. Além disso foi fundamental na  revitalização do centro da cidade e em seu entorno, hoje, encontram-se 3 das mais visitadas atrações da cidade de Atlanta. (Georgia Aquarium, World of Coca Cola e CNN Headquarters)

Centennial Park – O Parque Olímpico no centro de Atlanta

Mas o melhor exemplo de legado para a cidade, na minha opinião, foi a ampliação e modernização do gigantesco Aeroporto Internacional de Atlanta Hartsfield-Jackson, que hoje ocupa o posto de aeroporto o mais movimentado do mundo transportando no ano passado mais de 90 milhões de passageiros.

Construindo os Jogos Olimpicos no Museu Olimpico de Atlanta

Além é claro da expansão do metrô (Marta) e melhoria dos anéis rodoviários da cidade. Aí eu faço uma pergunta, faltando 2 anos para a copa do mundo e 4 para as olimpíadas no Brasil, qual será o legado concreto que vamos ter depois destes eventos?  Acho que a copa do mundo já é um caso praticamente perdido, mas para as olimpíadas, acho que ainda dá tempo.

Legado Olímpico no Museu Olimpico de Atlanta

Informações Úteis:

O Centennial Olympic Game abriu ao público em 2006 no Atlanta History Center. Um  complexo de museus e jardins com cerca de 134.000 metros quadrados que incluem um dos maiores museus históricos do Sul dos EUA e duas mansões históricas que juntos contam boa parte dos principais acontecimentos históricos ocorridos ao longo da história de Atlanta.

 O Atlanta History Center funciona todos os dias de Segunda à Sábado das 10:00 às 17:30. Nos Domingos abre um pouco mais tarde, ao meio dia.

Os ingressos custam: 16.50USD para adultos, 13 USD para maiores de 65 anos e estudantes (13-18 anos) e 11 USD para crianças (4-12 anos)

O museu é uma das atrações contempladas no Atlanta City Pass que além do Atlanta History Center inclui outras 4 atrações na cidade e custa 69 USD para adultos e 49 USD para crianças (3-12 anos).

O local tem estacionamento gratuito.

Endereço:

130 West Paces Ferry Road 


Atlanta, GA 30305

Posts Relacionados:

 Georgia Aquarium:  Bastidores do maior aquário do mundo

 Relembrando o 11 de Setembro: 10 anos depois

 Munique

Índice com todos os Posts do MauOscar

Clique na Logo =>

Siga o MauOscar.com também no:

  

Tours culinários nos EUA: Nossa experiência em New Orleans

Em New Orleans, além de experimentarmos restaurantes maravilhosos durante toda a estada, reservamos uma de nossas tardes na cidade para uma experiência (nada light) que até então nunca havíamos experimentado. Um tour culinário, uma forma de turismo cada vez mais difundido em várias cidades aqui nos EUA e que vem conquistando cada vez mais adeptos.

Antoine’s no tour Culinário em New Orleans

Conhecido também como “tourism for foodies”, este tipo de turismo/experiência culinária procura levar o participante a mergulhar de cabeça na história e peculiaridades da cozinha local. E tenho que adiantar, a viagem gastronômica pelas ruas do Vieux Carré (French Quarter) foi um barato.

Um dos salões do Antoin’es no Tour Culinário de New Orleans

Acabamos escolhendo a New Orleans Culinary History Tours, e embora na cidade existam várias outras empresas especializadas neste tipo de turismo, ela foi uma das pioneiras neste ramo na cidade. Coincidentemente o site deles tem o mesmo layout do Blog, e como recebemos boas referências do tour, acabamos reservando com eles mesmo.

Na galeria dos famosos do Antoines, experimentando o Seafood Gumbo no Tour Culinário de New Orleans

No tour visitamos dois dos mais antigos restaurantes da cidade, o Antoine’s de 1840 e o Tujague’s de 1856. Pelo caminho experimentamos iguarias como o Seafood Gumbo do Antoine’s, as Praline’s da Leah’s, o camarão ao molho Remoulade do Arnold’s, a Sopa de Tartaruga do Rib Room no Omni Hotel, o gelato e as Muffulettas do La Divina e o Beef Brisket with Creolle Sauce do Tujague’s entre outros pratos. Quase tudo uma delícia

Tujague’s no Tour Culinário em New Orleans

Encerrando o passeio, numa loja de temperos da cozinha local, acontece uma demonstração de como fazer o Roux, a base de qualquer prato da cozinha Creole que é uma das marcas registradas de New Orleans.

Demonstração do preparo do Roux, uma das bases da cozinha da Louisianna

Resumo da história, por aproximadamente 3 horas seguidas, perambulamos pelas charmosas ruas do French Quarter provando algumas das melhores comidinhas típicas de alguns dos mais famosos e tradicionais restaurantes de New Orleans. Além disso, conhecemos mais sobre a história da cozinha creole e cajun e as principais diferenças entre elas.

Degustação do Shrimp Remoulade no Remoulade Bar do Arnauld’s Restaurant

O bacana desta experiência é que além de experimentar diferentes pratos, leia-se inclusive sopa de tartaruga, é que o guia conta histórias interessantes sobre os restaurantes mais antigos da cidade. No tour, o participante ainda tem a chance de visitar a cozinha de alguns destes restaurantes, conhecer os chefes e os salões utilizados para eventos especiais.

Cozinha de restaurante no Tour Culinário em New Orleans

Falando nisso, uma das coisa que mais me impressionaram em New Orleans é o fato de que você olhando estes estabelecimentos de fora, você nem imagina o tamanho que eles tem atrás de sua fachada dentro o casario antigo da cidade.

Interior Restaurantes New Orleans

Enfim, se você for para New Orleans trata-se de um passeio super recomendado. Agora se você quiser se aventurar neste tipo de passeio gastronômico em outras cidades, segue abaixo uma lista de cidades e empresas que oferecem este tipo de serviço.

Leah’s Pralines no Tour Culinário em New Orleans

Agora se você já fez esse tipo de tour, compartilhe com a gente onde você fez e o que você achou?!

Informações Úteis:

O tour culinário que fizemos em New Orleans teve duração aproximada de 3 horas e pode facilmente substituir uma refeição. Embora as porções sejam pequenas e raramente você tem a opção de repetir, já que as porções são contadas.

Porém como ao longo das 3 horas de tour, experimentamos diversas amostras pelo caminho no final do tour você sai digamos muito satisfeito.

O tour é oferecido diariamente as 14:00 e tem um custo de 46USD por pessoa e não inclue bebidas.

Veja mais:

Algumas fotos tiradas ao longo do nosso tour em New Orleans

 

Posts Relacionados:

 Café Du Monde e as tradicionais Beignets de New Orleans

 O Tradicional French Market de New Orleans

 Carnaval de New Orleans e o Mardi Gras World

Índice com todos os Posts do MauOscar

Clique na Logo =>

Siga o MauOscar.com também no:

  

Quatro Anos de Blog

Hoje, 22 de Julho de 2012, o MauOscar Blog de Viagens comemora seu quarto aniversário. Às vezes parece que foi ontem que publicava por aqui pela primeira vez, ao mesmo tempo, muitas vezes parece que já faz uma eternidade. Nestes quase 1.500 dias, além de viajar e conhecer novos destinos, também aprendemos e nos decepcionamos com muitas coisas. Mas uma das melhores coisas que surgiram como “efeito colateral” do crescimento do Blog, foram os amigos virtuais que acabaram se transformando em novos amigos ao longo destes 4 anos. E fotos de alguns destes encontros neste último ano é que ilustram o post de hoje.

Encontro com @Gusbelli e @Julianafava no Longwood Gardens Set 2011

Neste último ano, a blogosfera de viagem vivenciou grandes transformações que certamente serão um divisor de águas na forma como os blogueiros de viagem, amadores e profissionais se relacionarão com leitores e patrocionadores. Como este é digamos um hobby que aos poucos vem se profissionalizando, trata-se de um nicho de mercado ainda muito novo. A grande maioria dos atores envolvidos ainda encontram-se em processo de aprendizado e adaptação.

Encontro Maryanne do Hotel California Blog e Priscilla do Inquietos em San Francisco Março 2012

Como de praxe, no post de aniversário do Blog, costumo dividir com vocês alguns dados relativos ao Blog. Pois bem: neste último ano aqui no MauOscar, foram postados 112 posts e 26 fotoblogs, fazendo com que até a presente data tenhamos 485 posts no ar. O mais curioso nesta história toda, é que nos dois primeiros anos do Blog MauOscar publicamos exatamente 106 posts e nos dois últimos anos foi o número 112 que se repetiu. (se acreditasse em numerologia talvez esses números tenham algo a dizer…)

Reencontro com a Lucia Malla do Uma Malla pelo Mundo no Hawaii Marco 2012

Na verdade gostaria de ampIiar este número, mas infelizmente, por falta de tempo, nem sempre é possível compartilhar tudo aquilo que gostaria com vocês. Pelas minhas contas, tenho aproximadamente pelo menos uns 150 posts atrasados que gostaria de escrever (ou seja + de 1 ano de trabalho atrasado), mas quem já conhece o Blog a algum tempo sabe que sou detalhista (até demais) e o processo de criação dos textos requer cada vez mais tempo e concentração. E por mais que tente otimizar este processo, a produção dos textos além de pesquisa requer inspiração e muitas vezes esta última não anda colaborando muito.

Mini ConVnVenção em Curitiba

As redes sociais, apesar de importantes, continuam sendo uma fonte de distração diária e gradativamente tenho procurado diminuir o tempo “gasto” nelas. Apesar de aprender muita coisa por lá, tentar acompanhar tudo que todo mundo escreve é uma tarefa quase impossível. Além disso, por mais que me esforce, as redes sociais continuam sendo apenas a terceira principal fonte de visitantes do Blog. Cada vez estou mais convencido que o que importa mesmo é o conteúdo.

@FlashesporSi  do Blog Flashes de Viagem e @MauOscar em Curitiba

No Facebook, chegamos a marca dos 780 followers de nossa página. No twitter chegamos aos 1.145 seguidores. Às vezes tenho a impressão que se tivesse batizado o blog com algum termo relacionado a viagem e turismo, estes números certamente seriam mais expressivos.

@ZigadaZuca e @MauOscar em Curitiba
@travelforever, @MauOscar & @Raquelbell em Ctba

Mas deixando essa parte das redes sociais um pouco de lado, quanto ao número de visitantes únicos, tivemos um crescimento orgânico de aproximadamente 110% em relação ao ano anterior e em pouco tempo devemos passar a marca histórica do 1.000.000 de acessos. Outro dado curioso é que o Blog já foi acessado de mais de 125 países e os três países que mais mandam visitantes para o Blog são Brasil, Estados Unidos e Portugal.

@cristomasi e @MauOscar em Curitiba
@lenamaxi e @Nickstgo em Sampa (FotodoCel)

Na minha opinião, um dos principais indicadores do sucesso de um Blog não é necessariamente o número de visitantes, Likes no Facebook, RT’s no Twitter, klout e afins. E sim a qualidade do conteúdo. E não aquele conteúdo recheado de manhas (SEO) para enganar o robô do google afim de aparecer bem colocado na busca.

@1000dias @AprendizViajant @viajantete @MauOscar no Longwood Gardens

Uma das melhores formas de se avaliar o sucesso de um blog é através do engajamento da comunidade que ele cria e um dos melhores parâmetros para mensurar isto é através do número de comentários. No MauOscar temos ao todo mais de 4250 comentários até o momento. Levando-se em consideração que quase metade deles são respostas(pois é tento responder a todos os comentários que recebo), temos então, uma média de quase 4.5 comentários por post. Isso sem levar em consideração os comentários nas redes sociais, que não entram nesta estatística.  Sei que ainda estamos longe de ser um dos blogs mais influentes, mas um dia , quem sabe, a gente também chega lá.

@1000dias @AprendizViajant @viajantete @MauOscar em volta da Fiona do @1000dias em Delaware

Falando ainda em comentários, gostaria de agradecer a todos vocês que participam e interagem na nossa caixa de comentários. É justamente a interação de vocês que motiva a continuar escrevendo sempre e tentando melhorar a cada dia. No dia de hoje, gostaria de dar um obrigado especial para a Flora, a maior comentadora do Blog neste último ano.

@1000dias @AprendizViajant @viajantete amigos virtuais que viraram reais

Bem, este ano, a exemplo do ano passado, gostaria da participação de vocês numa enquete para poder conhecer um pouco mais de vocês e identificar alguns pontos que podem ser melhorados e desta forma fazer um blog cada vez melhor para vocês.

Click na imagem acima ou aqui para participar da enquente

Posts Relacionados:

 Um Ano de Blog

Dois Anos de Blog

 Três Anos de Blog

Índice com todos os Posts do MauOscar

Clique na Logo =>

Siga o MauOscar.com também no: