Kerala Blog Express ao Vivo: Kollan

O quarto dia do Kerala Blog Express foi repleto de surpresas. A maior de todas foi constatar que depois de tomar café da manhã e fazer o check-out no hotel, minhas malas não haviam embarcado em nosso ônibus. Por uma confusão na recepção do hotel, minha mala sem querer embarcou em outro ônibus/van. Com isso, acabamos perdendo(atrasando) mais de 1 hora o andamento da viagem para entender o ocorrido e só no início da tarde que ela foi localizada e como ela viajou em direção à Allepey só no início da noite que eu e minha mala nos reencontramos.

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Depois do susto e da demora para entender o ocorrido, seguimos em direção de Varkala, uma praia bonita e sagrada para os hindus. Lá participei de uma pequena cerimonia religiosa na beira da praia e fomos recepcionados no The Getaway Hotel para um lanchinho rápido. Terminada esta parte do dia seguimos em direção de Kollan, onde estamos hospedados hoje.

Por aqui, além de um delicioso almoço a bordo de um tradicional Boat House do Kerala, vimos uma corrida de barcos a remo e fomos recepcionados por um rápido show de Kathakali Dance no Welcom Hotel Raviz. O mais legal foi o elefante que estava por alí. Por sinal desde que cheguei por aqui encontrei essas simpáticas criaturas todos os dias.

Apesar do susto com as malas, o dia de hoje foi fantástico.. A cada dia que passa, mais tenho gostado do Kerala e da Índia..Acho que as fotos ajudam a dizer o que estou falando 😀

Hoje estamos hospedados de frente para o Mar em Quillon Beach no The Quilon Beach Hotel & Convention Centre

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Kerala Blog Express ao Vivo: Trivandrum

Neste terceiro dia na Índia participando do Kerala Blog Express, deixamos o hotel que estávamos hospedados em Poovar e mudamos para o excelente Vivanta by Taj em Kovalan. Durante o dia visitamos a capital do Kerala, Trivandrum, e entre outras coisas fomos conhecer (mesmo que apenas por fora) o mais rico dos templo hindus da Índia. Com uma fortuna avaliada em mais de 16 bilhões de dólares, ela é composta por muito ouro, pedras preciosas e jóias.

Embora o templo Padmanashawani seja fechado para visitação para não hindus, passear ao seu redor foi uma experiência interessante. Antes de almoçarmos no Mascot Hotel, ainda fomos conhecer o complexo que concentra o Napier Museum of Art, o Zoológico e o Jardim Botânico de Trivandrum.

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Devidamente alimentados fomos conhecer um dos maiores e mais antigos palácios inteiramente construindo em madeira da Ásia. Embora não seja tão interessante como outros palácios de madeira existentes por aí,  o Padmanabhauporan Palace tem suas belezas.

Voltamos ao hotel apenas por volta das 21:00 e depois de jantar voltei aqui postar rapidinho algumas fotos deste terceiro dia de #KeralaBlogExpres.

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Kerala Blog Express ao Vivo: Kovalan

Algumas fotos do segundo dia de Viagem do Kerala Blog Express. Hoje além de visitarmos alguns resorts terapêuticos especializados em terapia Ayurveda, também podemos apreciar a um belíssimo por do sol em Kovalan Beach. O dia foi longo e intenso e como o dia de amanhã começa cedo, vai aí algumas fotos do passeio do dia de hoje. Eventualmente conto num post um pouco mais sobre esta milenar terapia Ayurveda que tem no Kerala uma tradição toda especial.

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Kerala Blog Express ao Vivo: Poovar

Depois de várias horas de vôo entre Auckland e Trivandrum, finalmente cheguei ao Estado do Kerala na India. Para quem ainda não sabe, até o próximo 26 de Março de 2014 estarei participando do Kerala Blog Express. Uma iniciativa do Kerala Tourism que trouxe para cá um seleto grupo de blogueiros e fotografos de viagem de diversas partes do mundo para conhecer um pouco mais desta belíssima região do Sudoeste da Índia.

Como meu vôo parou em Cingapura e só chegou por aqui no início da madrugada do dia 08/03 acabei vendo muita pouca coisa no trajeto de pouco mais de 30 km entre o aeroporto e o hotel em que estamos hospedados no momento.

Como o Kerala Blog Express só começa oficialmente amanhã (10/03), aproveitei o dia de folga para descansar explorar um pouco do Estuary Island Resort e conhecer alguns dos participantes que estão hospedados aqui no mesmo hotel. Pela hora do almoço, eu e outros 2 blogueiros (A World to Travel & Feel Free or Fly India), pegamos carona com o taxi que trouxe um dos outros participantes do Kerala Blog Express para conhecermos um pouco de Trivandrum e resolver algumas pendências de ultima hora.

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Como o taxi era só para ir até Trivandrum, acabamos tendo que voltar de Rickshaw. Apesar de um pouco caótico para não dizer assustador, o passeio foi um barato com direito a várias cenas curiosas como um elefante sendo transportado numa caminhonetinha. Bem essa foi a primeira vez que andei de Tuk Tuk na India e a experiência tenho que dizer é com muita emoção e buzina.

De volta ao hotel no inicio da tarde, aproveitamos para explorar um dos canais da região e assistimos ao por do sol (que resolveu ficar tímido atrás da nuvens) na praia em frente a restinga do nosso hotel. E para encerrar a noite um interessante show de dança Bharata Natyam, um estilo de dança de origem Tamil que foi seguido por um delicioso buffet de comida indiana.

Com vocês algumas fotos do primeiro dia não oficial do Kerala Blog Express:

A todos aqueles que votaram em mim, meu sincero obrigado.. Sem vocês não estaria aqui

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Kerala Blog Express: Eu vou!!

Depois de quase 2 meses de espera, saiu oficialmente o resultado dos 25 participantes selecionados para o #KeralaBlogExpress. E advinhem só: Eu serei um dos integrantes desta que tem tudo para ser uma inesquecível jornada pelo belíssimo estado do Kerala no sudoeste da Índia.

 Apesar de começar o ano enchendo a paciência de Deus e o mundo pedindo votos no facebook e nas mídias sociais do blog, e terminar entre os 25 primeiros colocados na votação pelo geral público com 577 votos. Minha participação nesta viagem ainda não estava 100% garantida até o anuncio oficial de ontem. Ela ainda dependia de uma série de etapas logísticas, que iniciou com a decisão de um painel de juízes apontados pelo Kerala Tourism com a missão de selecionar dentre mais de 600 participantes inscritos de mais de 80 países, os finalistas da competição.

As coisas começaram a tomar forma a partir do dia 24 de Janeiro quando eu os outros finalistas recebemos um e-mail avisando que havíamos sido “selecionados”. A partir daí começou a parte burocrática e mais chatinha da viagem, a obtenção do visto indiano. Enfim depois de quase 3 semanas de espera, meu passaporte com o visto para a Índia retornou de Wellington aqui para casa, e a partir de então pude começar a busca de passagens.

Como o Kerala Tourism ainda estava negociando desconto com algumas Cias aéreas parceiras, aguardei mais alguns dias até que eles anunciarem que estarão subvencionado até 50% do valor da passagem até um teto de 700USD. Como estarei saindo da Nova Zelândia, a opção mais viável (sem necessidade de aplicar para outro visto) foi emitir minha passagem via Cingapura com a Singapore Airlines + Silk Air.

Enfim, ainda estou aguardando mais informações e detalhes sobre o itinerário da viagem, mas o que eu sei até agora é que chego em Trivandrum dia 09 de Março e retorno para Auckland a partir de Kochi no dia 26 de Março. Estou super animando para estes 17 dias na estrada e mal posso esperar o dia da viagem. Além de alguns posts aqui para o Blog, espero trazer muitas fotos deste país que é fotogênico por natureza.

No grupo  do KeralaBlog Express há quatro ganhadores dos EUA e da Índia, três do Brasil e das Filipinas, dois da Alemanha, Espanha e Indonésia e um cada da Dinamarca, México, Polônia, Itália e Portugal. Um grupo diverso com diferentes backgrounds, mas que tem uma paixão em comum: Viajar!!

Os participantes do #KeralaBlogExpress  são….

ShaveTheWhales, Alemanha

https://twitter.com/rocarocar

http://shavethewhales.net/

Alemanha - Caroline Loharman

SameSame, Brasil

https://www.facebook.com/samesamenews

http://samesame.com.br

Brasil - Daniel Nunes

MauOscar, Brasil

https://twitter.com/mauoscar

http://mauoscar.com/

 Brasil - Oscar

Gaia Passarelli, Brasil

https://twitter.com/gaiapassarelli

http://gaiapassarelli.com

Brasil - Gaia Parasseli

Shinimichi, Dinamarca

https://twitter.com/shinimichi

http://shinimichi.blogspot.com.br/

Dinamarca  - Michele Rasmus

A World to Travel, Espanha

https://twitter.com/aworldtotravel1

http://www.aworldtotravel.com

Espanha - Inma

UnaIdeaUnViaje, Espanha

https://twitter.com/UnaIdeaUnViaje

http://unaideaunviaje.com/

Espanha - Eva

EdinChavez.com, EUA

https://twitter.com/edinchavez

http://edinchavez.com/

EUA - Edin Chavez 

AwaySheGoes, EUA

https://twitter.com/DeliaMary

http://awayshegoes.net/

 EUA - Delia Harrington

JustinWasHere, EUA

https://twitter.com/JustinJones

http://justinwashere.com/

EUA - Justin 

MilesToMemories, EUA

https://twitter.com/milestomemories

http://milestomemories.com/

EUA - Shawn

EazyTraveler, Filipinas

https://twitter.com/eazytraveler

http://www.eazytraveler.com/

 Filipinas - Edgar Zlan Zeta-Yap

ThePinaySoloBackPacker, Filipinas

https://twitter.com/pinaybackpacker

http://www.thepinaysolobackpacker.com/

 Filipinas - Gael Hilotin

IvanHenares, Filipinas

https://twitter.com/ivanhenares


http://www.ivanhenares.com/

Filipinas - Ivan

Stephania Van Lieshout, Holanda

https://twitter.com/SvanLieshout

http://stefaniavanlieshout.com/

Holanda - Stephania Van Lieshout

The Tiny Taster, Índia

https://twitter.com/roxannebamboat

http://thetinytaster.com

India - Roxanne

DesiTraveler.com, Índia

https://twitter.com/desiTraveler

http://desitraveler.com/

India - Prasad

FeelFreeorFlyIndia.com, Índia

https://twitter.com/FeelFreeorFly

http://feelfreeorflyindia.wordpress.com

India - Vijay Nambiar

MyGreedyBackPack, Índia

https://twitter.com/greedybackpack

http://www.mygreedybackpack.com/

India - Tarun Gaur

DuaRansel.com, Indonésia

https://twitter.com/DuaRansel

http://www.duaransel.com

Indonesia - Dina

Disgiovery, Indonésia

https://twitter.com/duabadai

http://disgiovery.com/

Indonésia - Taufan Badai Gio

TheSyracusas, Itália

https://twitter.com/Thesiracusas

http://thesiracusas.com/

Itália - Emanuele Siracusa

LosSaboresDeMexico, México

https://twitter.com/sabormexico

http://lossaboresdemexico.com/

Mexico - Elsie

Osiemstop, Polônia

https://twitter.com/osiemstop

http://osiemstop.blogspot.com

Polônia - Ola 

Nelson Carvalheiro, Portugal

https://twitter.com/NCarvalheiro

http://nelsoncarvalheiro.com/

Portugal - Nelson Carveilheiro

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Mergulho na Nova Zelândia: Certificação PADI em Poor Knights Island

Sempre tive muita vontade de explorar um pouco a mais da vida marinha e das belezas subaqüáticas que vimos em alguns dos nossos passeios de snorkel que fizemos pelo mundo. E tenho que dizer que: Essa vontade só aumentou depois de visitamos lugares incríveis para mergulho como o Hawaii, Fiji, Ilhas Cook, Polinésia Francesa e Kaikoura na Ilha Sul da Nova Zelândia. Enfim, depois de snorkelar com baleias, arraias, golfinhos e tubarões, a necessidade de um curso de certificação em mergulho com cilindro passou a ser “prioridade” e uma das resoluções de ano novo para 2014.

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Depois de pesquisar um pouco sobre o assunto e escutar algumas recomendações de amigos que mergulham, acabei optando em fazer o meu curso de Open Water Diver da PADI (Professional Association of Scuba Instructors) com o pessoal do Dive! Tutukaka em Poor Knights nos arredores de Whangarei aqui na ilha Norte da Nova Zelândia.

Afinal de contas, além de Poor Knights Islands ser considerado um, se não o melhor, point de mergulho da Nova Zelândia. O local foi eleito pelo oceanógrafo francês Jacques-Yves Cousteau, como um dos 10 melhores pontos de mergulho do mundo. Sendo fã de carteirinha dos documentários e das viagens dele desde criança, quando descobri isso, morando aqui na Nova Zelândia decidi que este seria O lugar para aprender a mergulhar.

Localizado a aproximadamente 24 km da costa de Tutukaka e entre Cape Brett em Bay of Islands e o Bream Head, Poor Knights Islands é um arquipélago inabitado desde 1820 em que a quantidade de peixes e outros organismos marinhos existentes em suas águas, fazem a gente imaginar como seriam os oceanos antes do homem começar a destruí-lo.

Não é por acaso que ele é considerado um dos melhores pontos de mergulho em águas subtropicais do mundo. Poor Knights Islands conta com mais 125 espécies marinhas nativas e foi transformado oficialmente em reserva marinha pelo Departamento de Conservação da Nova Zelândia em 1981.

E apesar de existirem outros lugares e empresas para fazer a certificação PADI, mais próximos de Auckland, escolhi fazê-la com o pessoal da Dive! Tutukaka pelos motivos acima. E tenho que dizer que não poderia ter feito decisão mais acertada. O curso foi incrível!!

 Para fazer o curso, tive que me deslocar para a região e ficar hospedado em Whangarei/Tutukaka por 3 dias. O que não é nada ruim principalmente durante o verão, visto que as praias do litoral de Tutukaka Coast são formidáveis. Ao todo são cerca de 26 praias lindas que tem como o único defeito a água ser um pouco gelada de mais para entrar sem um wet suit.

Na verdade, teria que ficar por lá de 4 a 5 dias,  porém como fiz a parte teórica em casa na forma de um e-learning, foram apenas 3 dias e 2 noites lá aprendendo as técnicas, mergulhando e curtindo uma prainha no final do dia 😀

Mesmo que você não faça sua certificação no mesmo lugar que eu fiz, o procedimento para se transformar num mergulhador autônomo certificado pelo PADI é padrão para o mundo todo. E envolve basicamente 3 etapas principais: Curso teórico (no meu caso e-learning), mergulho confinado em piscina e o batismo em open water.

Meu processo de certificação PADI em Poor Knights foi assim:

E-Learning

Como optei em fazer a parte teórica por conta própria, precisei entrar neste site aqui e comprar (146 AUD = 320 BRL em Fev 2014) o curso de certificação on-line da PADI. Este curso teórico de certificação é oferecido em diferentes línguas, infelizmente não em português. Acabei escolhendo o curso em inglês pois é a língua que estou mais familiarizado após o português.

Após a compra do curso online, começa a fase “mais chatinha” do curso de mergulho. O site do e-learning da PADI expõe os fundamentos e conhecimentos básicos para mergulho através de apresentações interativas que incluem vídeos, áudio, gráficos e leitura.

Ao final de cada módulo você é submetido a alguns testes que permitem você avaliar o seu progresso. Caso responda uma das respostas incorretamente, você é levado a rever o conteúdo associado à aquela resposta, permitindo que você avance através do programa de forma eficiente e em seu próprio ritmo .

Para concluir os 7 módulos do e-learning do PADI Open Water Diver online você vai passar cerca de 12-15 horas na frente do computador. Em outras palavras, levei 3 dias para ter ele concluído. Em média cada módulo leva cerca de 1h30 min a 2 horas para ser completado.

Uma vez comprado, o e-learning pode ser concluído num período de até um ano a partir da data de inscrição no curso. Você deva obrigatóriamente terminar a parte on-line do curso dentro desse prazo, mas com a senha e o login para acessar o mesmo, você terá acesso permanente a uma versão online do manual PADI Open Water Diver.

Uma vez que você conclui a parte do e-learning do curso, o centro de mergulho que você escolheu para a certificação é notificado de que você completou o módulo on-line e que você está pronto para realizar a fase prática do programa. No meu caso tive que correr um pouco com o e-learning para pegar uma turma que estava fazendo o curso no final de Janeiro.

Além de pequenos testes ao final de cada um dos módulos, ao final de todos eles você deve fazer um teste com todos os módulos juntos e nesta provinha você deve ter no mínimo 75% de acertos.

Depois desta provinha, você deve salvar e imprimir o seu e-record e levar uma cópia dele, juntamente com o formulário médico prenchido ao seu PADI Dive Center ou Resort selecionado para dar continuidade ao processo de certificação.

Piscina – Confined Water Training

A partir desta etapa, o curso passa a ser obrigatoriamente presencial. Para isso, saí cedinho de Auckland e depois de cerca de 2 horas e meia de estrada cheguei ao Dive! Tutukaka. Como tinha ainda algumas formalidades, assinaturas, formulários extras e uma outra provinha para fazer, tive que chegar cerca de 30 minutos antes do  início do curso.

Por volta das 08:15 da manhã, depois de realizada todas as formalidades, embarcamos numa Van até a piscina para iniciarmos os 5 mergulhos na piscina (Confined Water Dives). Como a piscina do Dive Tutukaka estava em reforma, fizemos esta parte do curso numa piscina em Whangarei.

Ao chegarmos ao local, descarregamos o nosso equipamento da Van e seguimos para a piscina. Aprendemos a manusear o equipamento e logo vestimos nossos Wet-Suits para cairmos na água. Como as águas aqui na Nova Zelândia não são das mais quentes, o Wet Suit geralmente utilizado por aqui é o de 7mm. Ele se mostrou um ótimo isolante térmico, porém um pouco complicadinho para vestir.

Porém nada que tire a animação de aprender a mergulhar. Dizem que é muito bom aprender a mergulhar em aguas mais geladas, com equipamento mais pesado. Uma vez que o mergulho em águas tropicais ficam ainda mais fáceis, visto que o equipamento fica mais leve e o wet suit mais fino.

Como o curso que fiz foi concentrado, fizemos os 5 confined water dives obrigatórios no processo de Certificação PADI num único dia. Fizemos uma rápida pausa para almoço, de não mais de 25-30 minutos, e continuamos os trabalhos sem parar até as 15:30.

E apesar de nunca ter experimentado e mexido com equipamento de scuba diving antes na vida, depois de algum tempo o BCD, regulador, dive tables, computer dive e afins pareciam velhos conhecidos.

Batismo

Depois de finalizar a etapa do mergulho confinado em piscina, chegou a hora mais legal e divertida do processo de certificação PADI. Os mergulhos de batismo em Poor Knights Islands e obrigatórios para se tornar um mergulhador autônomo certificado.

Nesta última etapa do curso, realizamos um total de 4 mergulhos em dois dias seguidos. Acompanhados pelos mesmos instrututores que nos ensinaram as técnicas e procedimentos básicos para mergulho na piscina no dia anterior, reprisamos um a um, cada um dos conceitos aprendidos: Indo desde a flutuabilidade, descida e subida controlada, limpeza da mascara imundada por água, equalização da pressão, subida com fonte alternativa de ar, indo até a  navegação com bússola debaixo dágua dentre vários outros skills necessários  para se tornar mergulhador.

Nestes mergulhos chegamos a descer a uma profundidade de até 18m e o que vimos debaixo d’ agua realmente correspondeu e até superou as expectativas. Embora o mar estivesse um pouco agitado no segundo dia de mergulho em Poor Knigts, a visibilidade nos 4 pontos que mergulhamos sempre esteve na casa dos 15 metros de distância.

Em ambos os dias a temperatura da água esteve na casa dos 18-19o C , mas o Wet Suit de 7mm foi o suficiente para manter aquecido e confortável ao longo de todos os mergulho. Como estava em curso não pude tirar muitas fotos como gostaria, mas sempre que tinha uma folguinha sacava a câmera de um dos bolsos do meu BCD para registrar um pouco das maravilhas que víamos debaixo dagua.

O último dos 4 mergulhos foi sem dúvida o mais bacana de todos. Uma vez que já estávamos bem mais familiarizados com as condições, além de uns últimos skills de navegação, tivemos a oportunidade de explorar um pouco do local e sua abundante rica vida marinha de Poor Knights.

E a partir do momento que ascendemos a superfície, os nossos instrutores Josh e Sophie nos informaram que nós todos havíamos passadio no curso e a partir de agora somos oficialmente mergulhadores certificados.

Assim que voltamos para a base em Tutukaka Coast, colocamos nossos mergulhos do dia em nosso Diver’s Log Book, tiramos uma foto e ganhamos nossa carteirinha provisória de mergulhador.

Mal posso esperar para fazer outros mergulhos pelo mundo 😀 Por sinal, hoje recebi minha carteirinha oficial de mergulhador PADI certificado 😀

Informações Úteis:

Antes de iniciar a certificação como um PADI Open Water Diver, você deve visitar ou entrar em contato com um PADI Dive Center ou Resort mais próximo ou de interesse para se informar dos passos relativos a sua formação.

Resumindo o que falei ao longo do post você vai fazer uma teórica (presencial ou e-learning) para aprender e confirmar a sua compreensão do material relacionado com os princípios e as normas de segurança em mergulho.

Depois disso, você deve completar com sucesso os cinco mergulhos em águas confinadas (que podem ser feitos em 1 ou vários dias dependendo do curso) e os quatro mergulhos de treinamento em águas abertas com o instrutor PADI .

Você deverá aprender e dominar cada uma das habilidades requeridas em águas confinadas (piscina) antes de seguir o treinamento em águas abertas. Pode parecer um pouco intimidante no início, mas a verdade que mergulhar é muito legal.

Uma vez capaz de demonstrar ao seu instrutor que você pode confortavelmente repetir essas habilidades em águas abertas. Você irá para a parte mais interessante do curso: O Batismo 😀

Nestes quatro mergulhos, você além de se familiarizar com as condições reais de mergulho, você aprenderá alguns outros skills e terá que demostrar aquilo que aprendeu a seus instrutores para ser aprovado. Só que desta vez em condições reais.

Uma vez aprovado, como um PADI Open Water Diver, você vai ser um mergulhador certificado de nível de entrada (até 18m) capaz de alugar equipamento de mergulho, obter preenchimentos de cilindros de ar e mergulhar em qualquer lugar do mundo em melhores condições iguais ou semelhantes àqueles que você treinou.

O PADI Dive Center ou Resort irá cobrar uma taxa adicional para a parte de dentro d’água de sua certificação. No caso do Dive Tutukaka a tabela de preços pode ver consultada aqui.

Dependendo do local onde você faz a certificação,  você também pode precisar de comprar ou alugar uma máscara , snorkel, nadadeiras e par de outros equipamentos de mergulho pessoal. O PADI Dive Center ou Resort irá ajudá-lo a escolher o equipamento adequado às suas necessidades.

Para mergulhar você também vai precisar de uma tabela de mergulho recreacional (Tabela ou versão eRDP ) ou saber como usar os computadores de mergulho. Assim como fazer a inclusão do mergulho efetuado no seu livro pessoal de registros.

No caso do curso que fiz no Dive Tutukaka, tudo estava incluso no valor total do curso. Inclusive uma pastinha super bacana da National Geographic, onde poderei guardar todo o meu material relativo a mergulho. De qualquer forma, contacte o seu centro de mergulho para todas essas coisas e descobrir o custo total do curso.

Junto comigo, outras 5 pessoas fizeram o curso e ao contrário do que imaginava, eu era o único “Kiwi” do grupo. Os outros 5 participantes eram da Noruega, Alemanha, Inglaterra e Irlanda.

O próximo passo agora é mergulhar em outros lugares e partir para se tornar um Advanced Diver. Aqui na Nova Zelândia, outro lugar que estou de olho para ir mergulhar é a White Island na altura de Whakatane em Bay of Plenty. Você mergulha? Recomenda outro lugar para mergulhar por aqui?

Endereço:

Poor Knights Dive Centre – Dive! Tutukaka

Marina Road, Tutukaka 0173, Nova Zelândia

Telefone:+64 9-434 3867

GPS

Latitude Longitude
S 35 36.526 E 174 31.583

 

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Pernoitando em um Farm Stay na Nova Zelândia

Localizado em Matamata no coração da principal região produtora de laticínos da Nova Zelândia, o de Preaux Lodge foi o local onde tivemos nossa primeira experiência de Farm Stay aqui na Nova Zelândia. Embora tenhamos pernoitado por apenas 1 noite no local, a experiência foi sensacional. Este é o tipo de programa super recomendado para quem curte contato com a natureza, os animais e a realidade de uma fazenda de um país internacionalmente reconhecido pela sua hospitalidade e pelos seus excelentes produtos agropecuários de exportação.

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Aproveitando nossa visita à Hobbiton, decidimos experimentar um Farm Stay e ficar numa das inúmeras fazendas existentes na região de Waikato. Fizemos nossa reserva através do e-mail do site do próprio Hobbiton Movie Set Tours que em conjunto com alguns fazendeiros da região oferecem esta modalidade de estadia.

Na verdade só descobrimos em qual fazenda iríamos ficar hospedados quando chegamos em Hobbiton e fizemos nosso check in para o passeio pelo condado dos Hobbits. E pelo visto demos muita sorte!! Depois de encerrado o passeio por Hobbiton, pegamos o mapinha que nos foi dado no ticket conter da atração e seguimos por pouco mais de 17km em direção ao fazenda onde iríamos passar a noite.

Passando por inúmeras fazendas de gado leiteiro, assim que saímos da rua principal e entramos na estradinha de acesso à fazenda do de Preaux Lodge podemos perceber que esta não era uma fazenda qualquer.  Depois dirigirmos de algumas dezenas de metros por uma belíssima alameda arborizada, chegamos a casa (quero dizer mansão) que iria nos receber naquela noite. Estacionamos o carro e batemos na porta.

Num primeiro momento ninguém atendeu, mas podemos ver algum movimento do lado de fora a nossa direita no jardim. Era nossa anfitriã, Joy Diprose, com seu tratorzinho aparando  o gramado.  Assim que ela nos viu, suspendeu as atividades e veio calorosamente nos receber.

Enquanto pegávamos nossa mala e preparávamos para entrar, seu marido, Ian Diprose apareceu e veio nos comprimentar. Assim que entramos no Lodge nossa primeira impressão foi ual!! Jamais imaginariamos encontrar e pernoitar num Farm Stay tão sofisticado e moderno como este. Até brincamos entre nós dizendo: “Pois é!! Acho que precisamos rever urgentemente nossos conceitos de viver na fazenda”.

Depois de conhecermos nosso quarto, conhecemos também outros aposentos da casa que deve ter sido terminada de construir a não mais de 2 anos atrás e tem entre outras coisas aquecimento e painéis solares, isso sem falar em material de acabamento de primeiríssima qualidade.  Papo vai, papo vem comentei que tenho uma prima casada com um neozelandês e que eles atualmente moram no sudoeste da Bahia, onde também tem uma fazenda de gado leiteiro.

Vendo meu interesse no assunto, nosso anfitrião nos convidou para conhecermos a fazenda de um dos seus irmãos e onde pudemos acompanhar um pouco do processo de ordenha das vacas (Jersey Cows) naquele finalzinho de tarde. Durante o passeio, além de uns respingos não muito perfumados, aprendemos muitas coisas sobre a pecuária leiteira da Nova Zelândia. Por sinal, depois dessa visita quando for ao Brasil preciso finalmente conhecer a Leitíssimo.

Encerrada a visita à fazenda do irmão do nosso anfitrião, voltamos para a fazenda do de Preaux Lodge, onde fomos conhecer um pouco da propriedade e dos animais. A primeira parada foi nas vacas da raça “holandesa” (Friesian Cows).  Curiosas que só elas, logo que perceberam que estávamos nos aproximando no pasto, todas elas vieram em nossa direção e só não nos cercaram pois respeitam com razão o fio da cerca-eletrica do paddock (área de pastagem delimitada) que barrava a passagem das mesmas para o lado de fora.

Embora o Ian tenha criado ovelhas por aproximadamente mais de 30 anos, ele falou que a criação de ovinos na Nova Zelândia não é mais tão atrativa monetariamente falando quanto a criação de gado leiteiro. Especialmente na ilha norte e em terrenos mais planos, especialmente na região de Waikato. Mesmo assim, na propriedade eles ainda contam com aproximadamente 30-40 ovelhas, pois além de serem o “símbolo” da Nova Zelândia, foi com estes animais que Ian e Joy trabalharam por quase toda a vida. E querendo ou não é o que qualquer turista que vem à Nova Zelândia e fica num Farm Stay espera ver. Entre estes turistas, nós também!! Aproveitamos para alimentar algumas das ovelhas da fazenda. Infeliizmente esta não era a época delas terem filhotes (geralmente entre Agosto e Outubro).

Encerrando a visita pela propriedade, conhecemos a horta da fazenda, local onde vários dos ingredientes do jantar e do café da manhã que comemos lá foram produzidos. Apesar de não ser muito grande a horta é um capricho só…

Enfim depois disso tudo era hora de tomar um bom banho e se preparar para o jantar, quero dizer banquete que a Joy estava preparando enquanto estávamos fora. Assim que entramos na casa, deu para perceber que o jantar seria caseirinho e delicioso só pelo cheiro que emanava da cozinha.

Para o jantar tivemos: Batata doce cultivada na fazenda e assadas no forno envolta em bacon e mel e temperada com alecrim; vagem e couve flor cozido no vapor e temparada com mel e queijo blue cheese; batatas assadas no forno com queijo parmesão; salada de  tomates orgânicos da horta com alface e queijo feta; frango caipira assado no forno e salada de quinoa com vegetais.   Tudo isso acompanhado com vinho branco (Sauvignon Blanc de Marlborough ou Shiraz de Barossa Valley).

E a melhor parte ainda estava por vir, a sobremesa: Pavlova com calada quente de frutas vermelhas, chantilly e sorvete de baunilha. Estava tudo tão bom e gostoso que acabei esquecendo de tirar foto de tudo.

Depois da sobremesa ainda conversamos um pouco com nossos anfitriões e em seguida fomos descansar. No dia seguinte cedinho tomamos café da manhã com ovo, bacon e pão caseiro assado no dia. Tudo fresquinho e delicioso.

 Terminado o café, demos uma volta pela propriedade para tirarmos mais algumas fotos da fazenda e lá pelas 10:30 da manhã nos despedimos de nossos simpáticos anfitriões e  seguimos viagem de volta para casa em Auckland.

Confesso que não vejo a hora de ficar num Farm Stay novamente, desta vez talvez na ilha sul com uma criação de ovelhas numa época em que os filhotes estejam nascendo.

Informações Úteis:

Nós fizemos nossa reserva através do email disponível nesta página aqui. No0 entanto você pode entrar em contato com os proprietários do Lodge através da página deles no facebook. Não esqueça de mencionar que você descobriu o local aqui no Blog o/

Endereço:

de Preaux Lodge

441 Taihoa South Road RD 3 Matamata 3473

Waikato – Nova Zelândia

+64 0274 629 936

           

GPS:

Latitude Longitude
S 37 50.496 E 175 48.171

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Hobbiton: Conhecendo o condado dos Hobbits na Nova Zelândia

Situada nos arredores da pequena e pacata cidade de Matamata, Hobbiton transformou-se numa das mais visitadas e concorridas atrações ligadas às trilogias do “Lord of the Rings” e do “The Hobbit”. Localizado no coração da região de Waikato, a cerca de 2 horas de carro ao sul de Auckland, Hobbiton é parada obrigatória para cinéfilos e fãs dos filmes dirigidos pelo diretor Neozelandês Peter Jackson e baseados nas obras do escritor sul-africano J.R.R Tolkien que visitam a terra média, quero dizer a Nova Zelândia.

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Embora tenhamos passado por Matamata por diversas vezes à caminho de Rotorua e outros destinos na ilha norte da Nova Zelândia, levamos quase 1 ano e meio morando por aqui para finalmente visitarmos o famoso vilarejo dos Hobbits. E quando finalmente fizemos isto, aproveitamos o passeio para também experimentarmos um Farm Stay na principal região produtora de leite do país. (Neste post conto como foi a experiência de pernoitar numa fazenda na Nova Zelândia).

O local escolhido para retratar a vila dos Hobbits de J.R.R Tolkien foi descoberto pelo diretor Sir Peter Jackson e pela equipe da NewLine Cinema (produtora do filme) durante um sobrevôo de prospecção de possíveis locais para filmagem da trilogia do Senhor dos Anéis em Setembro de 1998.

O local escolhido foi a fazenda da família Alexander que, além de uma paisagem bucólica cerca pelas montanhas do Kamai Ranges, possui entre enormes árvores solitárias e infinitas colinas verdejantes. O local, além disso tudo atendia ao requisito cinematográfico de ser praticamente isolado. Ou seja, com ausência total de postes de luz, cercas, estradas, casas e carros no horizonte em 360o.

Enfim, uma vez definido o local, a construção do set para receber as filmagens iniciou em ritmo frenético em Março do ano seguinte e contou até mesmo com ajuda do exército da Nova Zelândia que além de serviços de terraplanagem, construiu uma estrada de 1,5 km até o local escolhido pelo diretor para rodar inúmeras cenas do filme.

E ali, com ajuda de artistas, carpinteiros e vários outros profissionais de cenografia do Weta Studios de Wellington, construíu-se o condado (Shire) dos Hobbits. Com um total de 44 “Hobbit Holes”, utilizando-se madeira bruta, compensado, poliestireno e outros materiais. Criou-se assim, a Hobbiton do Lord of the Rings.

Uma vez montada, a estrutura da primeira Hobbiton foi utilizada por cerca de aproximadamente 3 meses entre Dezembro de 1999 e Fevereiro de 2000 nas gravações da trilogia do Senhor dos Anéis. Depois disso, a estrutura foi parcialmente desmontada/abandonada.

No entanto, quando o primeiro filme da franquia do Senhor dos Anéis, estreou nos cinemas do mundo em 2001, muita gente que assistiu aos filmes, ficou interessada em conhecer a Nova Zelândia e consequentemente os cenários e paisagens dos filmes. E assim, a demanda logo fez com que alguns operadores de turismo oferecessem tours pelas locações das filmagens em diversos pontos do país. Veja o post do tour do Lord of the Rings que fizemos nos arredores de Queenstown para ver como é um destes tours.

Como a primeira Hobbiton foi construída apenas em caráter temporário para as filmagens não havia muita coisa para se visitar a não ser a paisagem e alguns resquícios do cenário. Porém, aproximadamente dez anos depois do lançamento do primeiro filme da épica trilogia do Lord of the Rings, com o início da filmagem dos filmes da trilogia do “The Hobbit”, o proprietário da fazenda, o diretor e o estúdio produtor do filme concordaram em comum acordo em reconstruir Hobitton.

Desta vez, utilizando materiais duráveis, os quais além de servir de cenário para gravação dos filmes, pudessem ser convertidos numa atração turística e fonte de receita para todas as partes envolvidas no negócio. E hoje, apesar de os 6 filmes de ambas trilogias terem gravados em mais de 150 locações diferentes espalhadas por toda a Nova Zelândia, Hobbiton é sem dúvida a mais turística e “acessível” de todas as atrações turísticas da Terra Média. E desta maneira, a pacata Matamata com seus pouco mais de 6000 habitantes se transformou oficialmente no lar oficial dos Hobbits.

Para reconstruir Hobbiton para a gravação do “The Hobbit”, os cenógrafos e jardineiros reconstruíram com esmero todas os 44 Hobbit holes. E capricharam nos detalhes que vão desde as roupinhas nos varais, os pomares de frutas, as cestas com pães, as chaminés soltando fumaça e afins… Uma graça.

A sensação ao visitar o local é de que os Hobbits acabaram de passar por alí e acabaram de sair para procurar o  anel aka “my precious” e logo vão estar de volta. Durante o passeio, os guias explicam como foram feitas algumas das cenas mais memoráveis e contam fatos interessantes que vão desde as curiosidades sobre a escolha do local, passando pelas as excentricidades do diretor e indo até fatos interessantes relacionados ao filme e seu elenco.

Quer um exemplo: No primeiro filme (Lord of the Rings), para criar o Bag End, o carvalho onde estão as “tocas” dos Hobbits mais famosos do mundo (Frodo e Bilbo Baggins), a árvore natural foi obtida numa fazenda visinha em Matamata e teve de ser cortada em pedaços, numerada e remontada no local com o auxílio de parafusos e arames.

Como a árvore teve que ser sacrificada, suas folhas foram substituídas por mais de 200 mil folhas artificiais, fabricadas em Taiwan e coladas uma a uma na árvore.
Para a filmagem do  “The Hobbit” , reconstruí-se a árvore, desta vez fabricada toda em silicone, plástico e arame. Além é claro das folhas artificiais made in Taiwan. Moral da história, tal árvore siliconada custou a bagatela de aproximadamente 2 milhões de reais.

Enfim, enquanto passeamos pelos jardins e hortas de Hobbiton, aproveitamos para tirar várias fotos do local e aprender com o guia do tour um pouco sobre a questão da escala das casinhas (hobbit Holes) e o uso de figurantes locais e algumas excentricidades do diretor. Por exemplo o fato dele importar um porco da Inglaterra para ser figurante da fazenda, já que segundo o diretor os porcos disponíveis na Nova Zelândia não são tão característicos.

E enquanto as filmagens do Lord of the Rings na região duraram quase 3 meses, a filmagem das cenas do The Hobbit foram todas captadas em apenas 12 dias em Outubro de 2011 e contou com mais de 400 atores e figurantes que entre outros nomes tinham o próprio Peter Jackson (diretor do Filme), Sir Ian McKellen (Gandalf), Elijag Wood (Frodo Baggins), Sean Astin (Sam), Ian Holm (Bilbo Baggins) e Martin Freeman (Jovem Bilbo Baggins).

O passeio por Hobbiton dura aproximadamente duas horas e termina no simpático Green Dragon Pub, um pub medival frequentado por Frodo, Sam, Merry e Pippin no Senhor do Anéis e pelos Anões no The Hobbit. O tempo passa literalmente voando.

No local, em parceria com uma microcervejaria local existe uma seleção de 4 diferentes bebidas artesanais, fabricadas especialmente para Hobbiton. Como parte do tour você pode escolher uma destas bebidas para experiementar. Acabamos escolhendo a cidra (deliciosa por sinal) e a Pale Ale. As outras opções são uma Brown Ale e uma Ginger Ale (não alcoólica).

Ficamos por alí apreciando o local e tomando nosso #bonsdrink por uns 15-20 minutos e depois seguimos em direção ao ponto de início do tour. Local onde o ônibus que havia nos deixado no inicio do passeio nos esperava para nos levarmos de volta a área onde encontra-se a bilheteria, o Rest Café, a lojinha e o estacionamento.

Se você assistiu e curte aos filmes da saga este é definitivamente um passeio imperdível para se fazer na Nova Zelândia. Curiosamennte cerca de 1/3 das pessoas que fazem o tour nunca viram nenhum dos 6 filmes e ainda assim, saem em sua grande maioria satisfeitas com o que viram. Eu sinceramente relutei por um tempoem visiotar Hobitton, achando que seria um super pega turista. Tenho que dizer que num primeiro momento estava certo, mas depois que chegamos ao Shire propriamente dito achei um barato. Da próxima, no entanto, tentaria evitar visitar o local no final de semana. Estava muito cheio para o meu gosto.

Informações Úteis:

Hobbiton abre diariamente das 09:00 às 17:00. O ingresso para o tour saindo do The Shires Rest (entrada da fazenda) custa 75 NZD (aproximadamente 150 Reais em Fev 2014). Crianças de 10 a 14 anos pagam metade deste valor e crianças entre 5 e 9 anos pagam 10NZD . (aproximadamente 20 Reais em Fev 2014). Crianças de 0-4 anos não pagam.

Você pode também conhecer Hobbiton saindo do I-site do centro de Matamata pelo mesmo valor ou saindo de Rotorua acrescendo 35 NZD ao valor do ingresso cobrado pelo passeio saindo de Matamata.

Matamata é um lugar interssante para fazer uma pausa entre sua viagem de Auckland a Rotorua. Enquanto a primeira está a 2 horas de carro, a segunda está apenas à uma hora de distância e para quem não sabe, Rotorua é o centro da cultura maori e da atividade geotérmica.

Endereço:

Hobbiton Movie Set Tours

501 Buckland Rd, Matamata 3472

GPS

Latitude Longitude
S 37 52.312 E 175 40.961

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All Blacks: Rugby na Nova Zelândia

seleção neozelandesa de rugby é sem dúvida uma das melhores, mais antigas e bem sucedidas equipes de esportes coletivos do mundo. Atualmente mais conhecida como All Blacks, a seleção de Rugby da Nova Zelândia provavelmente ganhou este apelido graças a um erro de impressão num artigo de um jornal do início do século passado. Ao invés de digitar all backs (todos na retaguarda) referindo-se ao movimento de avanço sistemático da equipe em campo, digitou All Blacks. Como coincidentemente o uniforme deles era todo preto (All Blacks). A expressão foi possivelmente mal interpretada, e assim, de forma não muito convencional os All Blacks ganhavam seu apelido/identidade que os define desde então.

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Enfim, desde nossa mudança para a Nova Zelândia, a possibilidade de assistir a uma partida de rugby do All Blacks ao vivo aqui em Auckland era algo que estava na nossa listinha de prioridades. E que acabamos finalmente realizando cerca 1 ano depois de mudarmos par cá, num emocionante jogo entre os All Blacks e os Springboks da África do Sul.

Embora tenhamos assistido a uma partida de rugby entre o Auckland Blues e o Dunedin Highlanders pelo Super Rugby alguns meses antes no Eden Park como conto neste post aqui, a atmosfera do jogo do All Blacks foi completamente diferente. Embora o tempo estivesse meio chuvoso e frio, o fato de assistir a melhor seleção de rugby do mundo encarando, segundo as estatísticas seu mais difícil adversário, foi uma experiência inesquecível e fez até mesmo esquecermos as adversidades atmosféricas.

Como já havia comentado no post do outro jogo que assistimos aqui, o rugby é definitivamente o esporte nacional da Nova Zelândia, e ser escalado para compor a selecção dos All Blacks é o sonho e uma grande honra para qualquer jogador do país.  E pelo fato de os All Blacks serem considerados o que há de melhor no rugby mundial ocupando a anos a primeira posição do ranking da Federação Internacional de Rugby, o time é também motivo de muito orgulho do povo da Nova Zelândia.

E tivemos uma amostra do orgulho do neozelandês para com os All Blacks ao pegarmos o trem em direção ao estádio no Eden Park. Praticamente o trem todo estava vestido de preto e alguns torcedores mais fanáticos inclusive com seus rostos pintados, mas foi chegar ao Eden Park e ver o estádio praticamente lotado com 48 dos 50 mil ingressos vendidos que pudemos constatar que os kiwis literalmente amam rugby.

Bem o orgulho e prestígio dos All Blacks não nasceu ontem, em fato o All Blacks é um dos times profissionais mais antigos ainda em existência. A seleção nacional de rugby da Nova Zelândia foi criada en 1884. Bem, fazendo as contas, este ano eles completam 130 anos de existência. Detalhe importante a ser mencionado, eles não perderam 1 único jogo inclusive no seu ano de fundação, assim como aconteceu no ano passado.

Falando em vitórias, bem nestes quase 130 anos de existência eles ganharam nada mais nada menos de 85% das partidas e amistosos disputados. Quando levado em consideração apenas os jogos oficiais esse percentual abaixa um pouco para a casa dos 75%, o que cá entre nós não é nada mal. A título de comparação, a seleção brasileira de futebol tem um percentual de vitórias abaixo dos 65%. Em outras palavras, se você é torcedor sofredor, passe a torcer para os All Blacks.

Outro aspecto interessante é o fato de o rugby na Nova Zelândia ser algo quase que hereditário. Nestes quase 130 anos de existência os All Blacks tiveram pelo menos 18 famílias em que tanto o pai quanto o filho jogaram pelo All Blacks,  e quando se tratam de irmãos este número passa para a casa dos 40.

E, evidentemente não poderia deixar de mencionar a Haka. Como os All Blacks quase sempre ganham as partidas que jogam, esta é provavelmente a parte mais interessante do jogo. Principalmente se você não entende nada de rugby.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=HVs0Zx8XgfA]

Se você nunca viu, a Haka é um ritual pré-jogo que tem origem nas tradições maoris e que hoje é sinônimo dos All Blacks. Os quais transformaram esta antiga forma de intimidação do inimigo no “grito de guerra” mais famoso da história dos esportes competitivos.

 by  Getty Images

Os All Blacks realizam a perfomance da Haka, antes de todas as partidas que jogam e que pelas estatísticas, realmente intimida os adversários. Os All-Blacks se destacam no mundo do rugby por seu estilo feroz e agressivo, e dominam mundialmente o esporte em todas suas categorias. Seus jogadores encaram o desafio como uma guerra, e parte disso pode ser explicado numa única palavra: A Haka.

 by  Getty Images

Resultado, o jogo mais importante do ano para os All Blacks contra a Africa do Sul em Auckland terminou em 38 para os All Blacks contra 27 do Springboks, com direito a uma expulsão no time sul-africano e dois cartões amarelos para os All Blacks. Coisa que para uma partida de rugby é muita coisa.

E a comemoração da vitória continua por horas nos vários bares e pubs espalhados pelo país.

 

Informações Úteis:

Para saber quando e onde os All Blacks irá jogar consulte o calendário dos All Blacks neste link aqui.

Para saber um pouco mais sobre a história da Haka e a ligação com o All Blacks visite este link.

Para consultar as estatísticas oficiais dos All Blacks e conferir sua invencibilidade e hegemonia no rugby mundial confira este link aqui. Paises como Canadá, Fiji, Itália, Japão, Portugal, Romênia, Samoa, Tonga, EUA entre outros nunca venceram sequer uma partida contra os All Blacks.

Endereço:

Eden Park Stadium

Reimers Ave,Kingsland,

Auckland, New Zealand

GPS

Latitude Longitude
S 36 52.535 E 174 44.661

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Jardim secreto de Darling Harbour em Sydney

Localizado na vibrante região de Darling Harbour nas proximidades de Chinatown, conhecer o Jardim Chinês de Sydney foi uma daquelas surpresas inesperadas que encontramos sem querer pelo caminho e que de certa forma deixam qualquer viagem ainda mais rica e interessante.

Inspirado nos princípios taoístas do Yin-Yang e no Feng Shui e seus 5 elementos fundamentais (Terra, Fogo, Água, Madeira e Metal), o Chinese Garden of Friendship de Sydney como o próprio nome sugere, foi criado para celebrar a cooperação e amizade existente entre os governos de Nova Gales do Sul e da província de Guangdong no sul da China.

Fomentado pela comunidade chinesa local e construído como parte das comemorações do bicentenário de fundação da Austrália em 1988, o belíssimo jardim teve seu projeto inteiramente concebido na China pelos arquitetos e jardineiros responsáveis pelos parques e jardins da cidade de Guangzhou.

Apelidado por alguns como o Jardim Secreto de Darling Harbour, este pequeno oásis de tranquilidade pode facilmente passar quase incólume pelos moradores e turistas menos avisados. Inteiramente cercado por um muro branco de quase 3 metros de altura, o Jardim ocupa uma área de aproximadamente 1 hectare e foi projetado seguindo o estilo paisagístico de Ling – Nam. (Ling = Montanhas, Nam = Sul).

Ao recriar uma paisagem subtropical semelhante à paisagem encontrada no sul da China, elementos como água, pedras e vegetação são cuidadosamente combinados reforçando a idéia de espaço indoor-outdoor, onde abundam Halls e pavilhões semi-abertos integrados à paisagem.

Particularmente popular na porção meridional da China, este estilo paisagístico tem como uma de suas principais características, o uso controlado e quase artificial das formas e elementos que quando meticulosamente combinados recriam de forma minituriarizada o aspecto selvagem e natural da paisagem predominante nesta região do país.

Antigamente este tipo de paisagismo era muito apreciado pelos ricos mercadores do sudeste chinês, os quais tinham o costume de utilizar espaço não apenas para o lazer e meditação, mas também como forma de ostentar status de riqueza financeira e intelectual.

Entre alguns dos highlights encontrados ao longo do tour pelo Jardim Chinês de Sydney gostaria de destacar:

  • Foo-Dogs na entrada

Guardando a entrada do jardim temos dois Foo-Dogs, um híbrido de cachorro com leão e dragão que representa a lealdade, força e prosperidade. Estes animais são sempre encontrados em pares. Enquanto a fêmea fica à esquerda cuidando dos filhotes, o macho fica na direita guardando a esfera de energia (Chi). No caso dos Foo Dogs do Jardim Chinês de Sydney, ambos foram esculpidos a partir de um raro tipo de granito encontrado exclusivamente na China.

  • Dragon Wall

Este interessante “mosaico 3D” feito em porcelana é um presente de Guangdong para New South Wales e apresenta dois grandes dragões. O amarelado representa Guangdong e o azul representa New South Wales. Entre os dois encontramos a pérola da prosperidade, carregada por uma onda e simboliza a união dos dois estados.

  • Pavilhão sobre a água e lótus

Aprecie a vista panorâmica deste pavilhão sobre o lago do explendor (Lake of Brightness) e vista para o Twin Pavilon e o The Gurr o pagoda hexagonal de 2 andares localizado na porção mais alta do jardim. E como o próprio nome sugere o que não falta no lago são ninfeias e flores de lótus.

  • Pavilhão entre bambus e pedras

Apresentando um tradicional Moongate chinês, este pátio interno pode ser considerado uma espécie de jardim dentro do jardim chinês. Com paredes de bambu e um riacho de água corrente cercado por uma floresta de bambu que simbolizam a idade, humildade e tenacidade.  Saindo desta parte do jardim podemos vislumbrar o lago e a cachoeira.

  • Twin Pavillion (Pavilhões gêmeos)

Com telhado duplo esse pavilhão foi presente do povo de Guangdong para o povo de Nova Gales do Sul e simboliza a amizade e cooperação entre ambos. Um deles é enfeitado com Waratah, flor símbolo de New South Wales e o outro com flor de Paineira, flor símbolo de Guangdong.

  • The Gurr

Situado no ponto mais alto do jardim, esta interessante extrutura hexagonal em forma de pagoda é também conhecida como o pavilhão da Boa Vista, ou simplesmente como the Gurr. O interior do mesmo tem em suas paredes vários trabalhos em madeira entalhada e seu lustre significa prosperidade.

  • Tea House (Casa do Chá)

Uma tradicional casa de chá que além de ser um ótimo local para apreciar diferentes tipos de chá chinês, comer dumplings, pastries e steamed buns (embora o Din Tai Fung fique a poucas quadras dalí #ficaadica), oferece algumas das mais bonitas e relaxantes vistas do jardim.

Informações Úteis:

Aberto todos os dias do ano das 09:30 da manhã às 17:00. O Jardim Chinês de Sydney não abre ao público apenas no dia de natal (25/12) e na sexta – feira santa. Durante o período do horário de verão ele fica aberto até as 17:30.

O ingresso custa 6 AUD por pessoa. Crianças, estudantes e aposentados pagam 3 AUD. Famílias ( 2 adultos e 2 crianças) pagam 15 AUD

Endereço:

Chinese Garden of Friendship

 Pier Street, Darling Harbour, NSW, 2000

GPS

Latitude Longitude
S 33 52.591 E 151 12.138

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